Cresce o terrorismo Made in Brazil
   Flávio  Saraiva  │     24 de abril de 2017   │     19:23  │  0

TERRORISMO MADE IN BRAZILNa manhã de 24/04, os paraguaios acordaram com a notícia de uma explosão na transportadora de valores Prosegur em Ciudad del Este, que se liga com Foz do Iguacú/PR através da Ponte da Amizade, construída sobre o Rio Paraná.

Segundo indicam as investigações preliminares, a explosão foi praticada por grupo de assaltantes brasileiros com grande experiência na atividade criminosa, que dali saíram com cerca de U$ 40 milhões (cerca de R$ 120 milhões).

A famosa ponte é marcada por registros ousados de operações criminosas de contrabandistas de cigarros, bebidas, armas, produtos eletrônicos e outros, quase sempre no sentido Paraguai-Brasil, justificado pelos baixíssimos preços praticados no lado de lá. Sem poder competir comercialmente, o Brasil exporta a modalidade criminosa de grande lucratividade no momento – a explosão dos caixas eletrônicos de bancos e das bases das empresas de segurança transportadoras de valores.

A expertise no emprego de explosivos é creditada a uma facção criminosa originada em São Paulo – o PCC, que com muita rapidez tem multiplicado o conhecimento. No Ceará, a facção criminosa GDE745, possível aliada da congênere paulista, ameaçou, através de uma carta, explodir órgãos públicos como a secretaria de segurança e a assembleia legislativa, caso não fossem atendidas as exigências deles que garantiam melhor convívio no sistema penitenciário do Estado. Para mostrar do que seriam capazes, os líderes da facção mandaram incendiar 16 ônibus.

Em Ponta Porã/MS, fronteira seca com Pedro Juan Caballero, um ex-militar brasileiro foi identificado como sendo o operador da metralhadora .50 utilizada para matar o famoso traficante de drogas Jorge Rafaat. Estima-se que dezenas de pistoleiros estavam envolvidos na cinematográfica empreitada criminosa, produzida, segundo as investigações, pelo PCC.

Após o ataque em Ciudad del Este, os criminosos incendiaram 15 veículos possivelmente usados no ataque à transportadora de valores, ação que bem demonstra a capacidade de logística da facção que os abriga, até porque sugere que necessitaria de igual número para continuar a fuga.

É a continuidade da expansão do terrorismo Made in Brazil, para dentro e para fora do país.

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