Policiais mortos
   Flávio  Saraiva  │     6 de abril de 2017   │     9:14  │  0

UnknownO portal de notícias G1 do Rio de Janeiro revela que, só neste ano de 2017, 48 policiais militares foram assassinados no Estado, os dois últimos na terça-feira 04/04. Um deles, era o sargento Anselmo Alves Jr., o primeiro militar da Operação Lei Seca a ser morto em serviço. Três suspeitos que estavam em um veículo Honda Civic não obedeceram aos comandos de parada para a fiscalização e abriram fogo contra os policiais, causando a morte de Anselmo Alves e ferimentos no sargento Leandro Mendes, colega de trabalho que sobreviveu.

Dos ocupantes do veículo, o que atirou morreu no local, outro foi preso e o terceiro conseguiu fugir.

Mesmo sendo a primeira vítima fatal na Operação Lei Seca, o caso não teve muita repercussão, sem comentários de nenhum especialista ou membro de organização não governamental sobre possíveis excessos dos policiais militares – quem teria atirado primeiro, a necessidade dos disparos e outros questionamentos que poderiam culminar com a prisão dos agentes públicos. Mas, como um policial morreu e outro ficou ferido, caso encerrado, mais uma família de militar enlutada.

São 48 policiais mortos em apenas pouco mais de três meses, sendo 10 em serviço, 29 em folga e nove reformados, entre estes últimos o subtenente Almir Tadeu Alves, assassinado por um grupo de quatro assaltantes que o abordou quando fazia compras em uma loja comercial. Um dos matadores percebeu que Amir Tadeu portava arma de fogo, fato que teria determinado a sua execução.

Almir Tadeu era muito conhecido por sua desenvoltura no policiamento de trânsito, trabalho que motivou matéria para o Fantástico da TV Globo em 2004. Na oportunidade, falou da prisão que fizera de um assaltante dentro do ônibus em que estava, ressaltando que não realizou nenhum disparo contra o criminoso, mesmo sabendo que não poderia obter a reciprocidade. Ainda na entrevista o militar demonstrava a sua preocupação com o grande número de colegas de farda assassinados.

Passados 13 anos, o cenário continua o mesmo, melhor, muito pior.

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