Tragédia anunciada
   Flávio  Saraiva  │     10 de janeiro de 2017   │     11:13  │  0

Em 05/12/16, publicamos neste blog o post intitulado “Racha na irmandade do crime”, tratando da guerra declarada entre o Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), as duas maiores facções criminosas que comandam os presídios brasileiros, rachando a então propagada “Irmandade do Crime” – denominação que deu título ao livro de Carlos Amorim, publicado pela editora Record.

O racha teria origem no surgimento de outras facções criminosas em presídios do Norte e Nordeste apoiadas pelo Comando Vermelho, a exemplo da facção Família do Norte (FDN) no Amazonas e embriões de outras facções que começam a aparecer no Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte, pulverizando o poder do PCC no sistema penitenciário nacional.

Informava ainda no post que a busca do PCC pelo monopólio do crime nos presídios vinha gerando conflitos intramuros onde presos matavam rivais de outras facções em violentas rebeliões ocorridas em Rondônia e Maranhão, com cabeças decepadas sendo chutadas pelos criminosos vitoriosos como se estivessem num “rachão” de futebol.

No programa Segurança em Foco da TV Mar na sexta-feira 06/01, o presidente   do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Cleyton Anderson, assegurou que em Alagoas o quadro não é diferente e a possibilidade de rebeliões com mortes é muito grande; e o pior, o reduzido número de agentes penitenciários não tem como contê-las.

O post finalizava com uma preocupação: “Essa guerra, de consequências imprevisíveis, pode chegar às ruas e outras cabeças podem rolar”. Trata-se do óbvio, se o estado não consegue controlar criminosos presos, certamente não controlará os milhares de criminosos soltos.

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