Direitos Dos Manos
   Flávio  Saraiva  │     23 de novembro de 2016   │     17:05  │  0

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Fonte: Folha de São Paulo

A Operação Ethos, desenvolvida pela Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo na terça-feira (22/11), resultou na prisão de 35 pessoas suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção que domina os presídios no Brasil. Entre elas, Luiz Carlos dos Santos, vice-presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana de São Paulo, e mais 32 advogados.

Logo surgiram protestos contrários à prisão de Luiz Carlos, com a argumentação de que se trata de retaliação ao trabalho desenvolvido por ele na defesa dos direitos humanos denunciando possíveis excessos dos policiais paulistas nas abordagens a suspeitos e participação em chacinas.

A investigação teria identificado que Luiz Carlos era pago para fazer falsas denúncias com o fim de desestabilizar a segurança pública, recebendo para tanto cerca de R$ 5mil mensais.

À Folha de São Paulo, o vice-presidente da ONG Conectas Direitos Humanos, Marcos Fuchs, disse considerar a prisão de Santos uma “ameaça” ao setor. “Não é saudável para a nossa causa. Não é saudável para quem defende direitos humanos, para todas as entidades e para todas as organizações”, afirmou.

Para muitos policiais paulistas, a prisão de Luiz Carlos reforça o sentimento de que as entidades de defesa dos direitos humanos protegem os “direitos dos manos”, ao denunciar práticas de violência policial de forma parcial.

A relação de advogados com a organização criminosa não é novidade, o que surpreende é o grande número de envolvidos presos que, segundo a investigação, são suspeitos de participar de lavagem de dinheiro para o crime, além de contribuir para a confecção de dossiês contra agentes públicos.

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