O desabafo de um radialista gaúcho
   Flávio  Saraiva  │     9 de setembro de 2016   │     12:33  │  0

 

images-17Circula nas redes sociais o desabafo de um radialista gaúcho indignado com a onda de violência que assola seu estado, para muitos, segundo ele, considerada uma guerra.

De início, faz questão de afirmar que não existe guerra nenhuma, o que ocorre na verdade é um massacre perpetrado por bandidos contra os homens de bem, argumentando que só há baixas desse único lado.

Segue com seu protesto indignado apontando as brechas deixadas pela legislação penal considerada desatualizada que, aplicada com o rigor doutrinário dos operadores de direito, serve para facilitar a soltura de presos.

O radialista não consegue entender a defesa de bandidos feita por políticos ligados às causas dos direitos humanos e, por consequência, críticos sistemáticos das ações policiais. É um desabafo que se junta a muitos outros.

Reconhecendo-se incompetente para conter a onda de violência, o governador José Ivo Sartori solicitou ajuda ao governo federal e fora atendido com o reforço de 150 homens da Força Nacional, processo de terceirização já experimentado pelo estado de Alagoas e bem definido pelo radialista como placebo político, ou seja, algo que não tem efeito prático, que é aplicado para ludibriar o paciente (o cidadão).

O assassinato de uma médica que aguardava o filho do lado de fora de uma escola da Capital, com repercussão nacional, foi o bastante para o secretário de segurança pedir exoneração do cargo. Outro placebo, assemelha-se a time de futebol que muda treinador, contrata muitos reforços e continua perdendo.

O fato é que sendo guerra ou não, o estado vai contabilizando perdas significativas, cedendo espaço para criminosos cada vez mais ousados desafiando a todos.

Como esperado, o placebo não deu resultado, os índices de homicídio continuam aumentando nas terras gaúchas.

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