Caça aos policiais
   Flávio  Saraiva  │     24 de maio de 2016   │     13:23  │  0

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Fonte: oglobo.globo.com

As forças de segurança do Rio de Janeiro contabilizam 41 policiais mortos a tiros neste ano de 2016, o último ocorrido no domingo (22/05) em um dos acessos à Mangueira, comunidade contemplada com Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), onde a vítima Soldado Eduardo Ferreira Dias (foto) era lotado. De forma covarde, cerca de dez bandidos chegaram atirando sem nenhuma chance de defesa para a vítima e seu colega de farda, que por sorte escapou ileso, quando chegavam em viatura para o trabalho.

Pois é, são 41 mortes de servidores do estado sem nenhuma manifestação de protesto pela sociedade civil protegida por eles, nem mesmo pelas próprias unidades policiais, é como se fosse estabelecido que a pessoa que decide ingressar na carreira policial assumisse o previsível e natural risco de morte, e assim nada a lamentar. Talvez em razão das estatísticas que apontam a desproporção entre mortes de policiais e cidadãos não policiais.

Na edição do Bom Dia Brasil (24/05) uma pesquisadora tentava explicar as causas da matança seletiva, apontando como uma delas a implantação das próprias UPPs sem a prévia investigação sobre as formas de entradas ilegais de armas de fogo no país, especialmente no Rio de Janeiro. Interessante, a implantação das UPPs que influenciou decisivamente na redução de homicídios no estado, principalmente nas comunidades contempladas com o novo modelo de atuação policial, agora influencia na matança de policiais.

Segundo o portal de notícias O DIA, dos 41 policiais assassinados, cinco foram mortos em áreas de UPP, como Mangueira e Providência. Informa ainda que o Recreio dos Bandeirantes lidera as estatísticas com três policiais assassinados, bairro de classe média alta sem UPP, fato que de certa forma contraria a tese da pesquisadora.

Por curiosidade, naveguei por outros portais de notícias tentando dimensionar a repercussão do elevado número de policiais mortos no Rio de Janeiro, infelizmente eram outros os destaques, policial assassinado no Brasil não comove. No país dos apitaços e panelaços, talvez esteja faltando um sirenaço.

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