Organizados, treinados e letais
   Flávio  Saraiva  │     22 de maio de 2016   │     7:39  │  1

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Instalações danificadas pelas explosões

Nas primeiras horas de 14/03/16, grande grupo de criminosos chegou às instalações da empresa de segurança Protege, em Campinas/SP, uma fortaleza que guardava R$ 50 milhões; homens desembarcam dos veículos já atirando nas paredes focando na destruição das câmeras de segurança. No interior da empresa as imagens revelam um vigilante se arrastando carregando um revólver do calibre 38, buscando abrigo para se esconder e sobreviver.

A dinâmica do assalto impressiona, mais criminosos chegam em caminhão baú carregando moldura metálica contendo explosivos para abrir acesso à área onde está o cofre com os R$ 50 milhões. Com cargas bem dimensionadas, a explosão abre o acesso onde logo é estacionado o caminhão em marcha à ré, facilitando o futuro carregamento. Havia mais um obstáculo, o próprio cofre forte; mais uma moldura com explosivos é afixada à porta e, mais uma vez, a explosão bem calculada destrói a última barreira.

Durante a operação os assaltantes se comunicam e são informados pelas equipes que controlam as vias de acesso à empresa atacada das possíveis ameaças; armados com fuzis, garantem perímetro de segurança para os colegas subtraírem a volumosa grana.

Depois de aproximadamente 50min, os assaltantes deixam a empresa Protege carregando os R$ 50 milhões no caminhão baú, com a garantia de passagem livre nas vias controladas pelo bando com a queima de dois caminhões.

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Armamento apreendido

Dois meses depois a polícia identifica o líder da empreitada criminosa, Lucas Castro de Oliveira – “Zequinha”, assaltante de banco condenado a 50 anos de prisão, em liberdade desde 2001 quando se evadira da casa de detenção. Foram presos quatro jovens obreiros, sendo um deles responsável pela guarda do armamento, componentes descartáveis na estrutura da organização criminosa, portanto, de baixa remuneração e fácil reposição, tanto é que com a prisão deles fora possível recuperar apenas R$ 16 mil.

Foram cerca de 50min de muito tiroteio e explosões sem que nenhuma guarnição policial tenha se aproximado do local da ocorrência, abrindo discussões sobre possível decisão de comando pelo não enfrentamento. Melhor, no cenário de guerra apenas um assaltante saíra ferido com a queda do portão da empresa sobre sua perna.

Para a comunidade local, a empresa que representava proteção agora significa insegurança com a possibilidade de novos ataques de mesma magnitude, provocando manifestações para que mude de endereço.

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