Mais médicos para o PCC
   Flávio  Saraiva  │     1 de maio de 2016   │     20:11  │  0

MARCOLAMatéria publicada na revista Veja desta semana, que pode ser acessada no sitio www.veja.abril.com, mostra a nova tática dos chefões do Primeiro Comando da Capital (PCC) para ter contato com o mundo fora das cadeias, muitos deles submetidos ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), no qual são isolados até mesmo dos seus companheiros do cárcere.

A tática é solicitar atendimento médico particularizado não disponível nas cadeias, possibilitando visitas de profissionais da saúde de muitas áreas, até mesmo cirurgiões plásticos. Como o sistema penitenciário não dispõe de equipamentos e outros recursos apropriados às intervenções médicas especializadas, são solicitadas saídas para as unidades de atendimento dos especialistas, viabilizando contatos com o mundo externo. Quando as saídas não são autorizadas, entram os advogados para exigirem o direito dos presos à assistência não ofertada pelo estado.

O ministério público de São Paulo entende que o grande número de atendimentos externos facilita a comunicação dos chefões com membros da organização criminosa em liberdade, como também a ocorrência de fugas que, por consequência, aumentam os gastos com a equipe de segurança que tem a responsabilidade de escoltá-los. Basta lembrar dos episódios ocorridos em São Paulo no ano de 2006 para se ter noção da estrutura do PCC no enfrentamento às forças de segurança pública.

Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC, tentou tratamento ortopédico externo para possível lesão em um dos joelhos, mas, flagrado jogando futebol com os companheiros de cárcere, verificou-se que não havia nenhum indicativo para a consulta médica especializada.

Marcola não desistiu, para satisfação de sua vaidade, depois de 14 anos de prisão, agora busca autorização para aplicações de Botox, procedimento que poderá ser feito na própria cadeia.

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