A primeira impressão
   Flávio  Saraiva  │     16 de março de 2016   │     15:20  │  0

Central de Polícia de Arapiraca

Central de Polícia de Arapiraca

Nelson Mandela afirmava que só temos uma chance de impressionar pela primeira vez, e essa primeira impressão é a que fica, exigindo muito esforço para mudá-la.

Conversando com um amigo da polícia militar, ouvi dele a impressão que teve ao conhecer as instalações do Complexo de Delegacias Especializadas – CODE, localizado no bairro de Mangabeiras, Maceió: “ali eu posso levar qualquer pessoa para fazer um BO (boletim de ocorrência)”. Acredito que, em razão da preocupação que o levara ao CODE, tivera uma visão de túnel e não observou a grande quantidade de carros e motos apreendidas dentro e fora das instalações.

A ideia inicial era que o CODE, como o próprio nome indica, abrigasse as delegacias especializadas, concentrando o atendimento ao cidadão e o intercâmbio de informações na condução das investigações, mas fora maculada com a instalação de unidade plantonista para a lavratura de flagrantes e, mais ainda, abrigando presos.

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CODE

Não quis alterar a primeira impressão do amigo militar, melhor assim.

Situação semelhante ocorre com a base operacional e administrativa da Operação Litorânea – OPLIT, onde observamos pequeno depósito improvisado de motos apreendidas, manchando a imagem de importante cartão postal turístico e da segurança pública.

Na Central de Polícia de Arapiraca, que tem proposta assemelhada ao CODE, a primeira impressão é de que ali funciona uma central desorganizada para o depósito de veículos apreendidos, acumulados em pilhas sobrepostas, transformadas em criadouro do mosquito Aedes aegypti.

As improvisadas áreas de depósito de veículos acumulam desorganização, riscos à saúde e prejuízos à imagem de uma área de governo que começa a apresentar melhores resultados.

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