A Maldição da Cadeira
   Flávio  Saraiva  │     9 de março de 2016   │     8:45  │  0

MALDIÇÃO DA CADEIRA

Afirma-se que a pessoa só é realmente conhecida quando está no poder, ou mesmo, acrescentam alguns, quando em estado de embriaguez. Se alcoólatra, a mostra diária passa a ser a identidade em razão dos poucos momentos de sobriedade. O efeito do álcool é devastador e destrói vidas.

Nestes muitos anos de vida como servidor público, e acompanhando a história, registramos o poder transformador do exercício de poder, principalmente, naqueles que chegam a comandar estruturas políticas e logo vão adquirindo atitudes messiânicas, distanciando-se daqueles que contribuíram para a ascensão, em pouco tempo transformados em ameaças.

O mundo apresenta muitos ícones de fascinados pelo poder – Fidel Castro, Hugo Chaves e sua criação deformada Nicolas Maduro, Vladmir Putin, Evo Morales, Bashar Al Assad e tantos outros.

Em universo bem menor, o funcionalismo público, os agraciados com cargos em comissão parecem buscar inspiração nos exemplos citados, passando por processo de transformação, para pior, ao sentar-se na cadeira de chefe, geralmente, maior e mais vistosa que a dos “súditos” por eles escolhidos para o exercício de cargos de chefia e funções gratificadas.

Os chefes cultuam a vassalagem e qualquer desencontro de opinião é indicativo de conspiração, o homem transformado muda o ambiente de trabalho, valoriza o boato que lhe interessa, destrói amizades e cerca-se de bajuladores que se caracterizam pela volubilidade.

É a “maldição da cadeira” que, assim como o uso abusivo do álcool, exige tratamento, para a preservação da vida e reputação.

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