Vaidade criminosa
   Flávio  Saraiva  │     13 de janeiro de 2016   │     14:36  │  0

VAIDADE CRIMINOSA

A história registra muitos casos de grandes criminosos que foram capturados em razão da incapacidade de administrar a própria vaidade, sendo o mais recente a prisão do traficante mexicano Joaquin “Chapo” Guzmán, ocorrida em 08/01 no noroeste de seu país.

Segundo declarações atribuídas à advogada-geral mexicana, Arely Gomez, as aspirações cinematográficas do traficante ajudaram a derrubá-lo, levando-o de volta à cadeia da qual escapara através de túnel cuidadosamente planejado e executado por especialistas.

“El Chapo” pretendia levar sua história criminosa para as telas do cinema, e assim iniciara contatos com o famoso ator Sean Penn e a atriz mexicana Kate del Castillo, logo interceptados pela inteligência policial. Depois disso, era só aguardar o melhor momento para prendê-lo, o que acontecera.

Mas, como dito antes, “El Chapo” não é o primeiro nem será o último a ser vitimado pela própria vaidade. Em Maragogi/AL, o famoso traficante carioca alcunhado de “Matemático” fora preso depois de uma postagem de sua companheira nas redes sociais, que o apresentava curtindo a bela praia local.

Pablo Escobar, então o maior traficante do mundo, o homem que mais movimentava dinheiro em espécie, não se contentava com o poder econômico, queria o poder político, acabou preso e, depois de uma fuga da prisão, morto pela polícia.

O insucesso de Escobar não desmotivou outros criminosos menos famosos a buscarem no mundo da política partidária a visibilidade necessária para a satisfação de suas vaidades, mas acabam no noticiário policial com os braços adornados por algemas.

Ainda menos famosos, jovens assaltantes aparecem nas mídias sociais ostentando os produtos dos crimes (dinheiro, joias, celulares, relógios, carrões e armas), dando nova denominação à conduta criminosa – roubo ostentação. A exposição é o ato inicial de uma sequência que termina em prisão.

Não por acaso, a inteligência policial emprega especialistas para análise das mídias sociais, acompanhando as manifestações das vaidades criminosas.

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