Ano bom na segurança pública
   Flávio  Saraiva  │     6 de janeiro de 2016   │     18:06  │  1

O governador Renan Filho divulgou o balanço geral das atividades da segurança pública no ano de 2015 mostrando reduções significativas nos números da violência (18%), com destaque para a diminuição dos crimes de homicídio no Estado (20%) e na sua Capital Maceió (23%), quando comparados com o ano anterior.

Quando se busca a razão para a obtenção desses números, vemos que não ocorrera aportes significativos nas verbas públicas destinadas à segurança pública; significante mesmo fora a mudança na gestão.

A nova gestão findou o processo de terceirização da segurança pública com o governo federal, transformado em parceria, no momento em que os gestores estaduais assumiram suas responsabilidades, abandonando o lengalenga de justificativas para o fracasso no combate à violência.

O Estado perdeu muito com gestões incompetentes, muito dinheiro foi perdido com investimentos equivocados e muito foi devolvido para o governo federal por incapacidade na condução de projetos. E por falar em projetos, percebia-se que muitos deles não passavam de enlatados concebidos e defendidos por lobistas, como o sistema informatizado denominado de SIGO que nunca andou e aqui se transformou no PARO.

O mais interessante é que ainda apareceu gestor de segurança grande ensaiando candidatura a deputado federal, projeto que infelizmente acabou com sua exoneração, impedindo que o eleitor julgasse a sua desastrada gestão.

O ano de 2016 vem com mais desafios para a segurança pública, a tropa policial com grande parte de seu efetivo pronto para a aposentadoria ou reserva e o agravamento da crise econômica no país que limita investimentos.

Vamos torcer para que tenhamos mais um ano bom na segurança pública.

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COMENTÁRIOS
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  1. ASCANIO RODRIGUES CORREIA

    Discordo, o ano não foi bom para a Segurança. Continuamos sem um Plano nem Planejamento estratégico para a área. O que mudou foi uma presença maior da Polícia na rua de forma muitas vezes desrespeitando a legalidade e executando pessoas quase que diariamente, os homicídios decorrentes de intervenção policial aumentaram de 70 para 102 vítimas . Essas atitudes não vão retirar ALAGOAS e MACEIÓ dos primeiros lugares em assassinatos no Brasil. Percebo um apoio da mídia de forma geral a essa atitude, principalmente dos programas policiais que são o lixo na TV.Nunca antes na história deste estado tivemos tantas mortes de policiais militares, civis federais e até da guarda.BASTA!

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