Lei, força e ternura
   Flávio  Saraiva  │     12 de novembro de 2015   │     12:21  │  1

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Os resultados de uma pesquisa feita pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) foram divulgados em artigo publicado na Folha de São Paulo de 04/11, de autoria da  delegada federal Tatiane da Costa Almeida e da professora da USP Maria Tereza Aina Sadek.

Assim fora revelado o perfil indicativo da maioria das delegadas –  jovem, com idade média de 39 anos, branca, casada e tem filhos. A maior parte ingressou na PF a partir de 2003; possui mais de um curso superior; 70% têm pós-graduação.

Antes de se tornarem delegadas, 60% eram servidoras do Poder Judiciário ou do Ministério Público, ou advogavam. Um pouco mais da metade pertence a famílias cujos pais têm escolaridade até o ensino médio. Apenas 20% têm pais com nível universitário. Faltou pesquisar a influência de pais policiais na escolha profissional das filhas.

Força, truculência e insensibilidade são os atributos que se associam à imagem da delegada federal no exercício de atribuições predominantemente masculinas,   culturalmente identificada como viril; talvez por representarem apenas 15% do total de delegados.

Os problemas apontados por elas ao bom funcionamento da instituição foram a falta de autonomia administrativa e orçamentária; a falta de empenho governamental na implementação de políticas de segurança; em terceiro, a interferência política na cúpula da instituição.

Outra dificuldade é conciliar os deveres maternos, escala de plantão e a participação em operações longe de casa.

O melhor da pesquisa é a revelação de que a instituição abriga policiais comprometidas com os direitos humanos e que o olhar feminino pode apresentar vantagens na aproximação da polícia federal com a sociedade.

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COMENTÁRIOS
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  1. AYORYA

    Concordo com os problemas apontados pelas delegadas, mas não os coloco como sendo o principal problema enfrentado pela instituição nesse momento. O principal problema REALMENTE é o distanciamento entre as classes que formam o DPF, onde o escrvão odeia o agente, que odeia o delegado, que odeia o perito, que por sua vez odeia o papiloscopista e etc. No dia que a sociedade amadurecer e a imprensa perceber o prejuízo causado por esse estrutura, acredito que isso mude, mas infelizmente vai levar muito tempo. Ate lá, o “dotô” arruma o problema e a desculpe que quiser, pois o real problema, e falo com enorme propriedade sobre isso, restará escondido do grande público e daqueles que mais uma vez pagam a grande conta de todo o circo que é Polícia Judiciária no Brasil.

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