Estatísticas do Estatuto do Desarmamento
   Flávio  Saraiva  │     6 de novembro de 2015   │     8:16  │  0

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Segundo dados do Mapa da Violência, no primeiro ano de vigência (2004) o Estatuto do Desarmamento reduziu o número de assassinatos por arma de fogo no Brasil de pouco mais de 20 para 19 casos para cada grupo de 100 mil habitantes, interrompendo uma estatística com tendência de alta de quase 7% a cada ano. Diminuiu ainda metade dos casos de mortes por acidente e suicídios com armas de fogo.

Para Daniel Cerqueira, pesquisador e diretor do IPEA, sem o Estatuto do Desarmamento teriam ocorrido mais 121 mil homicídios no Brasil, concluindo que trata-se de uma lei que salvou vidas.

Outra conclusão de Daniel é de que nos lugares onde mais armas foram apreendidas as taxas de homicídio eram até oito vezes menores; quando mantida a mesma quantidade de armas de fogo na mão da população, a taxa de homicídio permanecia inalterada.

Outro estudo realizado pelo professor Manuel Pinho de Melo, da PUC, teria concluído que para cada 18 armas apreendidas um homicídio deixou de ocorrer, mostrando que o Estatuto do Desarmamento ajudou a poupar vidas no estado de São Paulo.

As estatísticas, no entanto, não mostraram quedas uniformes nos índices de homicídios por armas de fogo, como bem esclarece Fabrício Rabelo, pesquisador em segurança pública, afirmando que o número de mortes voltou a subir: “Nos nove anos anteriores ao Estatuto do Desarmamento a taxa média de homicídios no Brasil era de 26,44 por 100 mil habitantes. Nos nove anos posteriores ao Estatuto do Desarmamento essa taxa subiu para 26,80 a cada 100 mil habitantes.”

O sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz, autor do Mapa da Violência, explica, de forma inquestionável, que o desarmamento, sozinho, não sustenta a queda da violência, sendo necessárias medidas complementares.

É guerra na análise das estatísticas da guerra travada nas ruas.

No próximo post/bloco trataremos do número de armas nas mãos de brasileiros.

Fonte: Câmara dos Deputados.

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