Polícia não sai para matar, nem para morrer
   Flávio  Saraiva  │     27 de outubro de 2015   │     18:59  │  4

INFORMANTEImportante a entrevista concedida pelo secretário de segurança Alfredo Gaspar à Gazeta de Alagoas (27/10), com o título “Bandido precisa saber que há polícia nas ruas”, apresentando os índices de redução da violência em Alagoas, sobretudo os homicídios, com previsão de 500 registros a menos que o ano de 2014.

Ao comentar o assassinato dos policiais militares Cabo Alisson Ferreira e Soldado Anderson Marques no Barro Duro, reconheceu a necessidade de melhorias, prometendo revisão nos procedimentos operacionais de inteligência que projetem diminuição dos riscos para os policiais que executam a difícil missão de buscar dados que sustentem investigações, representações para expedição de mandados judiciais de busca e apreensão, prisões e consequente condenação.

As polícias não possuem procedimentos formalizados para atividades de inteligência que objetivam o recrutamento de informantes e infiltração em organizações criminosas, sequer possuem dotação orçamentária para este fim.

Já tratamos dessa dificuldade no post “A informação que condena”, informantes puros e idealistas são raros, não ganham nada com a colaboração, a grande maioria é composta de criminosos que se aproximam para “entregar” concorrentes ou patrões que não cumpriram com as obrigações “trabalhistas”.

Conscientes dos riscos funcionais e de morte, os policiais se embrenham no submundo do crime em busca dos dados essenciais para a investigação sem direito de errar, trafegando na linha tênue que separa lei e crime, vida e morte.

São os policiais da inteligência que apontam perfis e fotografias dos criminosos, endereços, segurança do local, sistemas de proteção, armamento usado e outros dados que minimizam os riscos da intervenção tática no cumprimento dos mandados judiciais.

Assim é conduzida a operação policial, num encadeamento de ações em que é esperada a rendição do criminoso ao ser surpreendido com a abordagem e anúncio de prisão; roteiro que se repete diariamente, comprovando que a polícia, como bem disse Alfredo Gaspar, “não sai de casa para matar, ela sai para cumprir a lei”, ao rebater as críticas sobre a morte dos quatro suspeitos de terem executado os dois operacionais de inteligência.

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COMENTÁRIOS
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  1. roberto gusmão

    Leia o livro MOSSAD, OS ASSASSINOS DO KIDON;e veja como os israelenses ao planejarem missões de inteligência fazem um trabalho de logistica para proteção dos agentes,antes durante e após as missões,

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  2. Cláudio Vilemon

    Roberto Gusmão com certeza as nossas polícias preparam toda logística para apoio aos policiais que fazem investigações, esse caso que ocorreu é um fato isolado, podemos dizer uma fatalidade preponderante que faz com que as polícias revejam seus planos operacionais em relações aos estudos de áreas onde se incide a criminalidade. Eu confio nas pessoas que estão a frente do comando da pasta da Segurança Pública, é essa a oportunidade da sociedade civil organizada se aliar ao aparelho da segurança pública para sairmos de vez dessa estatística que não é do interesse de ninguém.

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  3. Roberto Theodosio Brandão

    Depois desta última Constituição Federal (1988) que premiou com excesso de direitos e compensações os criminosos além de proteger demasiadamente os menores e tirar de circulação todas as armas dos habitantes das nossas cidades para glória e preservação dos bandidos o País desmoronou.
    Hoje há o culto a bandidagem patrocinado por várias organizações de direitos humanos. Ser policial, cidadão de bem, pessoa comum é um grande risco visto o poder e apadrinhamento dos bandidos.
    Há uma grande diferença entre países como Israel, Estados Unidos, etc e lá a POLÌCIA tem aval das Supremas Cortes e a ação dela é uma ação de fato e de direito. Aqui no Brasil o policial tem medo de atuar pois TODOS irão contra ele. Uma inversão de valores ocorre num país sem dono, governo e liderança política. Estamos entregues a própria sorte e os policiais estes nem se fala. É dificil exercer o poder de polícia aqui. Que Deus proteja nossos policiais esforçados e sempre punidos.

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  4. lima

    Infelizmente devemos encarar a realidade, não podemos mais desçer grotas em dois homens como antes, tanto para fazer investigação como para prender, a realidade é outra, os bandidos cada vez mais imitam o Rio de Janeiro e São Paulo, sendo necessário o aprimoramento do serviço de inteligência. A coletânea de imagens e dados, deve ser feita pelo informante ou pessoa remunerada da própria comunidade, pois o risco é grande e a policia só deve ir no local já pronta para o operação propriamente dita, devemos saber que, mesmo com todo sufocamento do crime aqui em Alagoas, a bandidagem está cada dia mais ousada e ainda conta com o apoio de alguns engravatados, pseudos defensores dos direito dos MANOS.

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