LUTO QUE CONTINUA
   Flávio  Saraiva  │     25 de outubro de 2015   │     10:32  │  1

Unknown-5Completados trinta dias da morte trágica de quatro policiais: Soldado PM De Moura, Soldado PM Diogo Melo, Capitão PM Assunção e Major BM Milton, vítimas da queda do helicóptero da Secretaria de Segurança Pública, ocorrida na manhã de 23/09/15, os alagoanos são surpreendidos com outra tragédia, o assassinato de dois policiais militares – o Soldado Anderson Passos e o Cabo Alison Nascimento, na manhã de sexta-feira 23/10, na Grota do Aterro, Barro Duro.

O acidente aéreo foi comemorado por criminosos nas redes sociais, mostrando desprezo e insensibilidade com o sofrimento alheio e até mesmo com as próprias vidas, comportamentos exaltados nas declarações do líder de facção criminosa que comanda os presídios do país em que afirmava possuir um exército de “Bin Ladens” dispostos a matar e morrer em defesa do crime. As imagens dos quatro criminosos caminhando em direção aos policiais vitimados na Grota do Aterro mostraram a determinação elogiada pelo líder dos presídios.

Luto é definido como um conjunto de reações a perdas significativas, o cidadão comum reage com a surpresa que maximiza a sensação de insegurança, não quer acreditar que bandido tenha coragem de matar policiais; às autoridades da segurança pública o dever de identificar e prender os criminosos. Ainda na Grota do Aterro o secretário Alfredo Gaspar iniciou a reação do Estado, prometendo a prisão dos criminosos em 24 horas; dito e feito, na mesma manhã dois menores suspeitos apreendidos e um maior, identificado como um dos autores, morto.

As imagens dos criminosos continuaram no noticiário e redes sociais estimulando as denúncias anônimas apontando para o local de esconderijo dos outros três criminosos – o município de Pilar. Os criminosos localizados resolveram mais uma vez afrontar as forcas policiais reagindo à prisão, sendo os três mortos.

Nesse momento de luto, a reação do Estado significa conforto (se possível) às famílias e instituições policiais, e valorização da vida interrompida dos nossos heróis.

Às famílias enlutadas e companheiros de trabalho, nosso profundo lamento.

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COMENTÁRIOS
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  1. Roberto Theodosio Brandão

    As forças de segurança devem mudar o modus operandi protocolado anteriormente. No caso do Brasil podemos dizer que estamos em guerra contra bandidos que tiveram especializaçoes importantes nas Forças armadas brasileiras. São especialistas em demolição (bombas), snippers, pilotos de aeronaves, especialistas em informação e contra-informação, os P2,S2,PF2 e por ai vai. Alguns são formados em quimica que se juntam aos demolidores aumentando a tragédia. Uma coisa são: Inteligentes e organizados. O que ocorreu um Maceió foi uma ação de elementos sem noção de nada pois se voce mata um policial vai trazer para sí toda a polícia e o seu negócio vai parar. O tráfico é dinheiro, lucro e aconteçendo algo assim o prejuízo é grande. Os militares que estão sendo licenciados após o período de serviço militar estão sendo apoveitados pelo tráfico devido seu preparo e especialização. Esta é a realidade brasileira. Formar jovens nas forças armadas para que? Como não há emprego formal com esta onda de demissões o tráfico os recebe de braços abertos. Que a Polícia enfrente os bandidos como numa guerra pois ela vai levar a pior usando os médotos ditos “civilizados e democratas”. Nesta hora a HIPOCRISÍA POLÍTICA não sere para nada.

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