FORMAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL NO CRIME
   Flávio  Saraiva  │     20 de outubro de 2015   │     9:17  │  1

PRISÃO ESCOLAPela terceira vez neste ano, a Presidente Dilma Roussef muda o ministro da educação, nomeando novamente Aloizio Mercadante para conduzir a política educacional da Pátria Educadora, slogan de seu novo governo, que não passou disso.

Universidades federais paralisadas por quatro meses, cortes expressivos no PRONATEC e FIES, frustraram milhões de estudantes que foram obrigados a administrar mudanças prejudiciais na formação profissional.

Pois bem, anos, décadas vão passando e não vemos mudanças significativas nas escolas formais, com exceção das unidades com educação em tempo integral, onde os alunos ali permanecem nos dois turnos – manhã e tarde.

O que se apresenta como nova e boa prática na escola formal é realidade nas unidades penitenciárias há muito tempo, formando e especializando criminosos durante os três turnos desde a internação quando ainda menores de 18 anos.

Neste país, de onde brotam brilhantes legisladores, existem leis que não são cumpridas, sendo a Lei das Execuções Penais uma delas, que, se efetivada em sua totalidade, poderia se pensar em ressocialização de criminosos presos. Nela está traçado o caminho para a reinserção do apenado na sociedade, que se inicia na separação deles por grau de periculosidade e crime praticado, celas individuais, tratamento digno, trabalho e estudo.

Trabalho na cadeia é a exceção, o estudo formal também, restando apenas a socialização das boas práticas de criminosos comuns e organizados, excluídos os estupradores, que ali administram o adiamento do cumprimento da sentença de morte.

Na socialização de boas práticas o criminoso comum toma conhecimento de que pode evoluir na atividade, bastando a disponibilidade para introduzir-se em organizações ou bandos criminosos e adequação das habilidades que ensejaram o ingresso na prisão escola.

De volta às ruas, o criminoso irá cumprir missões determinadas pelos mestres encarcerados, pagar o “dízimo” para a organização de classe, produzir meios para entrada de drogas, armas e telefones na cadeia, e preparar-se  para nova prisão e iniciar estudos mais avançados.

Boas práticas na condução da Pátria Educadora evitariam gastos com a construção e administração das escolas do crime.

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