REBELIÃO E NEGOCIAÇÃO
   Flávio  Saraiva  │     7 de outubro de 2015   │     15:08  │  1

REBELIAO NA PEL 2- fotos Roberto Custodio 012-kjnF-U1018219470090YC-1024x683@GP-WebTermina a rebelião na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL II), no norte do Paraná, motivada pela insatisfação de presos com as condições ofertadas pela administração do cárcere.

Não são conhecidos os termos decorrentes das negociações, mas os presos reivindicavam, melhor, exigiam mudanças na direção da penitenciária e afrouxamento das regras disciplinares, além de melhorias na alimentação deles e das visitas.

A negociação fora iniciada com a tomada de dez presos como reféns a todo tempo ameaçados de morte, sendo um deles arremessado do telhado resultando em seu encaminhamento para unidade de saúde apresentando elevado risco de morte. Outros presos pularam dos muros altos com medo de serem mortos, “preferindo” as múltiplas fraturas.

Falamos de negociação, mas na realidade o que se negocia é o fim da rebelião, não há nenhuma consequência, pelo que conheço, para os rebelados líderes; não se tem notícia de reparação de danos, restando ao Estado os custos com a reconstrução e reposição do que fora destruído.

As consequências legais para os rebelados não são informadas, não serão identificados e responsabilizados os autores da tentativa de homicídio que vitimara o preso jogado do telhado e pelos danos ao patrimônio público, nem mesmo das punições previstas na lei das execuções penais.

É possível que seja informada a substituição na direção da penitenciária, afrouxamento na disciplina, esforços para reconstrução das instalações, reposição dos materiais destruídos, algumas mudanças de líderes para outras penitenciárias e, quando estiver tudo pronto, outra rebelião, negociação…

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COMENTÁRIOS
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  1. Agente Milton Pereira

    O Brasil tem a oportunidade histórica de padronizar o sistema penitenciário, pondo fim à imoralidade e ao descaso contra a dignidade humana, problemas que afligem este aparelho público. A exemplo da Itália, nação que administra majestosamente o seu aparelho carcerário, países que tem a segurança pública como política de base, investem maciçamente na padronização e qualificação de corporações que fazem a gestão do sistema penitenciário.

    A Polícia Penitenciária da Itália, denominada “Polizia Penitenziaria”, foi formalmente instituída em 1990. Com as seguintes competências: “- Implementação da política da ordem e da segurança nos instituições e estabelecimentos prisionais, bem como aos condenados que desfrutam de penas ou medidas alternativas à prisão;- Coordenação operacional, direção e administração de pessoal e colaboração interinstitucionais;- Direção e gestão de suporte técnico para as necessidades gerais do Departamento.” (grifo)

    A missão da Polícia Penitenciária não ficou limitada as, já complexas funções “intra muros”, mas a serem convocados a qualquer momento, por ordem da Justiça, a garantir a segurança dos seus cidadãos.

    A reforma de 1990 atribuiu à Polícia Penitenciária, além das tradicionais funções de garantir a segurança dentro das prisões, a função de participar no tratamento de reeducação dos internos. Com efeito, além de guarda e vigilância, os policiais penitenciários contribuem para a execução de atividades reabilitação.

    Os Agentes da Polícia Penitenciária mantém a ordem e a segurança dentro dos estabelecimentos penitenciários; realizam vigilância em hospitais, em atividades escolares e em locais de trabalho dos presos. Tendo a essencial função de prevenir.

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