DESORDEM NO CENTRO
   Flávio  Saraiva  │     12 de setembro de 2015   │     8:37  │  0

Fonte: gazetaweb.com

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Estudos realizados em países desenvolvidos acerca das motivações sobre ocorrências criminosas em determinadas áreas, buscaram compreender os fenômenos preponderantes que determinavam serem elas locais seguros e inseguros, ou seja, com baixo ou alto índice de criminalidade. Dentre muitos fatores, identificaram a desordem como decisiva para a segurança do local.

Vejamos o que ocorre com o Centro das grandes capitais, “terra de ninguém” quando encerra o expediente comercial, permanecendo ali os moradores de rua, usuários e traficantes de drogas ilícitas, profissionais do sexo e criminosos comuns.

Na busca pela retomada desse território, está sendo estimulada a ideia de que prédios desocupados sejam utilizados como moradias, com incentivos financeiros do poder público; mas, em tempos de crise econômica, parece ser proposta que continuará no imaginário.

No caso do Centro de Maceió, a desordem acontece à luz do dia, e com grau de intensidade assustador. Citemos como exemplo a famosa Rua das Árvores – que já foi (ou é) Ladislau Neto e Augusta, com pista de rolamento e calçadas tomadas por ambulantes que vendem de tudo. Os espaços são disputados por automóveis, ônibus, bicicletas, carroças e gente, gerando sérios riscos de acidentes.

Ali mesmo, ocupando uma quadra, existia o prédio da secretaria de educação que fora semidestruído por um temporal e depois por ação de delinquentes em tempo recorde. Não muito longe dali, o prédio do INSS sofre com o mesmo processo, resistira às intempéries, mas não resiste aos ataques de vândalos (alguns organizados) que conseguem furtar todo tipo de material de sua estrutura e equipamentos.

Como se isso não bastasse, surgem casos de incêndio em lojas comerciais que, segundo o Corpo de Bombeiros, ocorrem em razão da maioria delas não possuir sistemas eficientes de prevenção e combate a esse tipo de sinistro. Trata-se de tragédia anunciada.

Os calçadões, originalmente destinados ao passeio público, são também tomados por ambulantes que desafiam qualquer tipo de fiscalização, pois sabem do prejuízo político que podem causar aos gestores públicos com suas manifestações. Poucos querem bancar a ordem.

Estamos falando do Centro da Capital, que abriga as sedes dos três poderes, quartel de polícia, delegacias e um monte de órgãos fiscalizadores com seus homens de jaquetas; imagine o que acontece na periferia desassistida.

Acompanho a resistência heroica das entidades representativas dos comerciantes tentando manter a sobrevivência de seus negócios, mas é difícil, muitos desistem, vítimas da desordem e seus efeitos danosos.

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