ALAGOAS SEM PRESSA
   Flávio  Saraiva  │     20 de agosto de 2015   │     10:19  │  2

ALAGOAS TEM PRESSAA Gazeta de Alagoas traz matéria com o Secretário do Gabinete Civil Fábio Farias, em que é anunciado o fim do programa Alagoas Tem Pressa, concebido e coordenado pela Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande) no governo de Teotônio Vilela Filho, lançado festivamente em maio de 2011. O programa gastou R$ 5,2 milhões na contratação de uma empresa para acelerar a empreitada, que pretendia elaborar e implantar planejamento estratégico prometendo acabar com a miséria em poucos anos.

Logo após o lançamento do programa, tive a oportunidade de assumir cargo de gestão na Polícia Civil, mas não tinha conhecimento das medidas apressadas no universo de minhas atribuições. Não demorou muito, os gabinetes foram inundados por materiais de divulgação com a marca do novo programa – blocos de anotações, calendários, canetas e bottons com celeridade espantosa. Foram tantos, que ainda restam alguns encalhados; a pressa não gerou demanda ou alguma medida célere de sustentabilidade moderou o consumo.

Diferente do que propunha o Alagoas Tem Pressa, confesso que, exceto o material de divulgação, não vi nenhuma medida acelerada da Polícia Civil a ele creditada. Ops! A pressa quase me fez cometer injustiça, estava esquecendo dos pedidos apressados dos gestores para consolidar dados estatísticos de criminalidade e gestão que seriam apresentados em reunião do comitê condutor do Programa. Normalidade estabelecida, sem pressa, só voltaríamos a tratar do Programa às vésperas de outra reunião apressada.

Em apressada análise, atribuída ao desconhecimento do Programa, acredito que os R$ 5,2 milhões poderiam ter sido melhor aplicados sem pressa.

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COMENTÁRIOS
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  1. Antônio Henrique

    Muito bem colocada a expressão “ou alguma medida célere de sustentabilidade moderou o consumo”, kkk, que tem pertinácia com o tema aqui tratado, o qual desde criança todos nós sabemos que a pressa é inimiga contumaz da perfeição. Não sejamos utópicos em querer atingi – la, contudo, pelo que foi gasto, temos o direito de pugnar por uma singela melhora, pelo menos.

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  2. Zu Guimarães

    Me lembrou a diferença entre o modelo japonês e o brasileiro de gestão: no Japão, demora-se no planejamento cuidadoso, para se executar rapidamente; no Brasil não se faz planejamento algum, mas as coisas são executadas (quando são), apressadamente.

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