VITIMIZAÇÃO E RISCO ENTRE POLICIAIS
   Flávio  Saraiva  │     1 de agosto de 2015   │     12:28  │  2

blitz-policialPesquisa feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela o que muitos profissionais da segurança sentiam, mas ainda não haviam mensurado.

Os números impressionam:

  • 68,4% afirmaram ter perdido colegas mortos fora do horário de trabalho, percentual bem próximo dos mortos em serviço;
  • 74,7% dizem já ter sofrido ameaças durante o combate ou a investigação de crimes;
  • 51,4% relatam ter sofrido ameaças também fora do serviço.
  • 64,2% dos agentes dizem ser discriminados em razão da função que exercem;
  • 22,5% dos filhos deles relataram sofrer discriminação na escola ou na comunidade.
  • 62,8% dizem já ter sofrido assédio moral ou algum tipo de humilhação;
  • 32,3% afirmam ter sido vítima de violência física durante algum treinamento
  • 36%, por exemplo, escondem o fato de serem policiais ou agentes prisionais;
  • 45,5% jamais deixam à mostra a farda ou o distintivo no trajeto casa-trabalho;
  • 61,4% evitam usar transporte público;
  • 39,9% dos policiais têm receio de serem assassinados em serviço;
  • 16,45% são diagnosticados com algum distúrbio psicológico.

A breve análise dos números permite inferir que nenhum outro profissional perde tantos colegas de trabalho quanto os policiais brasileiros, que são estressados, inseguros, discriminados e com baixa autoestima.

É inimaginável que um policial tenha que esconder farda e distintivo para garantir a sobrevivência em seus deslocamentos; conviver com preconceito ao seu ofício, que se estende aos filhos; vitimado com assédio moral e agressão física no ambiente de trabalho, fatores que contribuem para o elevado número de diagnosticados com distúrbios psicológicos.

A maioria deles reclama da falta de equipamentos de proteção individual, mais das vezes individualizada na falta de colete balístico, mas a realidade mostra que a carência é muito maior, que passa pela simples carência de luvas, calcados apropriados, bandoleiras para armas longas, óculos de proteção etc.

A pesquisa não aponta o percentual de policiais dependentes de drogas e álcool, caminho que muitos trilham para fugir de tantos problemas, às vezes sem volta.

Em apertada síntese, a pesquisa mostra que o protetor precisa de proteção.

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COMENTÁRIOS
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  1. PAULO MENDES

    STRESS PELOS BAIXOS SALÁRIOS, FAMÍLIA DESASSISTIDA, PRESSÃO NOS QUARTEIS, RISCO DE MORTE, DESPROPORÇÃO NOS ENFRENTAMENTOS CONTRA A BANDIDAGEM, ONDE ELES ESTÃO MUITO BEM EQUIPADOS COM PODEROSOS FUZIS E AS POLICIAS COM PETECA E, POR AI VAI, COM A AJUDA DA IMPRENSA MUITO COLABORATIVA COM OS MARGINAIS E SEMPRE COBRADORA DOS MISERÁVEIS POLICIAIS. QUER MAIS O QUE?

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  2. Josuel Oliveira dos Santos

    Toda esta pressão que o policial sofre, creio que é verdadeira, porém o mais triste de tudo isso é que muitos policiais descarregam suas frustrações nos cidadãos. São agressivos, maltratam e humilham aqueles que eles têm a obrigação de proteger.

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