FILHO DE PABLO ESCOBAR DEFENDE A LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS
   Flávio  Saraiva  │     21 de junho de 2015   │     16:36  │  6

150621012918_juan_pablo_escobar_epa_624x351_epaJuan Pablo Escobar, filho do mais famoso narcotraficante colombiano, está no Brasil para lançamento de seu livro – “Pablo Escobar, Meu Pai”, no qual relata a intimidade familiar e o outro lado do criminoso que pretendeu dominar um país corrompendo autoridades e matando os adversários.

O autor conta, em entrevista à BBC News, que seu pai fora produto da proibição às drogas, com o seguinte argumento: “A proibição é uma proposta de guerra, de enfrentamento e de divisão e massacres em nome de um elixir chamado droga. Esta estrutura tem levado à violência, mortes, e criado um negócio que para muitos tornou-se a única forma de suprir suas necessidades mais básicas. Se houver a liberação, encerra-se a violência”.

Com a publicação do livro, pretende combater a glamourização comumente conferida a narcotraficantes, querendo afirmar que não há indicativos de aventura e heroísmo na vida deles, esperando que os jovens, após a leitura, optem por não ser narcotraficantes, pois se isso acontecer o autor considera ter cometido grande equívoco com sua obra.

No Fantástico – revista eletrônica da Rede Globo, Juan Pablo relatara os pedidos de desculpas a famílias enlutadas por atos de banditismo de seu pai, feitos diretamente aos filhos do ex-ministro da Justiça Rodrigo Lara Bonilla e do ex-candidato à Presidência Luiz Carlos Galán.

Juan Pablo revela que o dinheiro do narcotráfico sustentou o projeto político de personalidades colombianas que ocuparam a presidência do país; quando ali chegaram, traíram o criminoso patrocinador – seu pai. Na entrevista, o autor expõe que nos Estados Unidos, maior mercado consumidor à época, seu pai mantinha relação com Frank Sinatra, a quem credita a condição de intermediador para contatos com pessoas influentes.

O filho de Pablo Escobar considera que a legalização das drogas acabaria com as guerras por disputa territorial entre facções; por consequência – menos compras de armas e menos violência, e também menos recursos para corrupção de autoridades.

Conclui, afirmando que “enquanto os países mantiverem a proibição, novos Pablos Escobares continuarão nascendo e sendo capazes de desafiar democracias ao redor do mundo”.

Segundo H. L. Mencken, “para todo problema complexo existe sempre uma solução simples, elegante e completamente errada”, talvez seja o caso da proposta do rebento de Pablo Escobar.

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COMENTÁRIOS
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  1. VERRRRRRRDADE

    meu amigo,é claro!! aonde ele veio lançar o livro??? no brasil.kkkk porque não foi na indonésia?? por quer ele sabia que o passaporte dele só era de vinda.brasil como sempre !!!! país dos forasteiros e se for bandidos,vai ter uma placa bem grande: SEJAM BEM VINDOS.

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  2. AYORYA

    Acredito que as drogas deveria ser algo a ser “desinventado” pela humanidade, mas esperar isso seria muita inocência da minha parte, razão pela qual acredito que uma política de drogas deveria ser seriamente discutida no Congresso Nacional. Ocorre que infelizmente tudo o que foi feito nos últimos 40 anos no que diz respeito ao combate às drogas não foi suficiente e de certa forma até fortaleceu os traficantes. Logo, acho que alguma coisa tem que mudar e SER TESTADA, pois do contrário nunca saberemos o resultado prático disso. Concordo que esse país me entristece só de pensar que estamos nas mãos de pessoas estúpidas, ignorantes, incompetentes, corruptas e hipócritas, o que dificulta muito toda essa discussão, mas julgo que alguma coisa tem que ser tentada de maneira diferente para avaliarmos os resultados e os impactos sociais disso. Apenas pelo método da tentativa e erro podemos avaliar os impactos de medidas que excluam a ilicitude de determinadas condutas previstas na lei 11.343/06, pois é sabido que o combate às drogas pura e simplesmente acarreta uma violência e por consequência um impacto social muito negativo no que diz respeito a perdas de vidas, principalmente de policiais, o que é inaceitável. Assim, acredito que medidas “descarcerizadoras” (vide art. 28 da lei 11.343/06) poderiam ser adotadas por um período, acompanhadas do recrudecimento das normas que tipificam os crimes contra o patrimônio, pois não podemos aceitar que os usuários de drogas furtem, roubem, etc., para alimentar seu vício, o que seria mais um despropósito e retrocesso social. Enfim, não existe opinião certa ou errada, pois a humanidade ainda não aprendeu de maneira satisfatória como lidar com esse problema, mas do jeito que está não dá, principalmente em um país como o brasil (sempre escrevo com minúscula) pela falta de seriedade e competência de nossos políticos.

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  3. Opinião

    O que a proibição gera?? A guerra contra tráfico. E essa guerra, interessa para quem??
    1)Polícias, pois quanto mais guerra mais poder, cargos e dinheiro para elas; 2) traficantes, pois tem um jeito de enriquecer muito, afinal é dos produtos proibidos onde são gerados lucros enormes 3) Indústria de armas, toda guerra, no caso contra o tráfico, precisa de armas, balas, coletes e prova de balas, para ambos os lados.
    E a guerra tem fim??? Nunca, há mais de 100 anos ela é travada sem sucesso algum, o consumo só aumenta, e a sociedade vive no meio da guerra.
    Por que não falar de Portugal, que liberou e o consumo caiu???
    Polícia tem que correr atrás de homicida, ladrão e sequestrador, e não de baseado, lança-permufe e loló….

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  4. Paulo Mendes

    É uma mera estratégia de marketing, para vender o livro que, seguramente, irá ficar bolorento nas prateleira das livrarias. Ao mesmo tempo as autoridades não podem sucumbir de suas obrigações e aceitar, sequer a discussão sobre o assunto de legalização das drogas, um mal que atormenta a população mundial, seja na degradação do ser humano, seja nas quadrilhas que se formam em torno desta atividade delituosa.

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  5. RESERVA DA PC-AL!!!

    Caro Flávio Saraiva, diante da notícia da convocação da reserva técnica da PM- 2012, solicito que por gentileza, lembre-se da reserva da PC-2012 onde constam cerca de apenas 80 aprovados em condições de assumir o cargo. Nunca a reserva da PC é lembrada pelos meios de comunicação e o governo também não se pronuncia, quando de promessas de campanha. agradeço sua atenção e espero que se pronuncie sobre o assunto. abraço.

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