BELTRAME BALANÇA NA SEGURANCA DO RIO
   Flávio  Saraiva  │     29 de maio de 2015   │     10:08  │  0

BELTRAMERessurgem os comentários sobre a possível exoneração de José Mariano Beltrame da segurança pública do Rio de Janeiro, no cargo desde 2007, fundamentados no possível   descontrole da violência, principalmente, depois do assassinato do médico Jaime Gold, na Lagoa Rodrigo de Freitas. O menor suspeito do ato infracional registrava 15 passagens meteóricas em unidades de internação, fato comum, só notado com a repercussão do caso.

A morte do médico, a facadas, repercutiu pelo mundo todo, afetando a imagem da Cidade Maravilhosa, sede das Olimpíadas 2016. No embalo, outras cenas de vítimas esfaqueadas foram divulgadas, mostrando que os criminosos atacam para depois subtrair os objetos. Em outra ocorrência, o ladrão matador se indignou com a capacidade de resistência de um jovem que ousara ficar de pé depois de esfaqueado; voltou à vitima e cravou a faca no abdome, rodando a lâmina entre as vísceras e resmungando reprimendas à ousadia.

Voltam as propostas de diminuição da maioridade penal, mas seguem para o esquecimento até o próximo caso estarrecedor. São apresentadas sugestões para incriminar o portador de faca, mas os críticos especialistas logo rebatem: “o endurecimento da lei não reduz a violência”. Esses mesmos críticos não sabem explicar o porquê de tantas ocorrências com armas brancas; fossem armas de fogo, o discurso estaria pronto.

A morte de uma criança, possivelmente atingida por tiro policial, e mais alguns outros casos de vítimas de balas perdidas vão formatando mais argumentos para a substituição no comando da segurança. Desconsideram a diminuição nas taxas de homicídio, principalmente nas localidades atendidas com as Unidades de Polícia Pacificadora – UPP’s, as grandes quantidades de armas de fogo e drogas apreendidas, a expulsão de traficantes das comunidades antes dominadas por eles e   os indicativos de desarticulação das organizações criminosas.

Nos bastidores políticos a conversa é outra, circulam rumores de que o governador Pezão reclama da vaidade de Beltrame, e por ele não tem o mesmo apreço que tinha Sérgio Cabral, ex-governador.

O xerife carioca subiu no telhado.

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