TAXI E SEGURANÇA
   Flávio  Saraiva  │     16 de maio de 2015   │     22:19  │  1

TAXI DE LONDRESQuando um visitante desembarca em outro estado ou país, abertas as portas da área de retirada das bagagens, a primeira abordagem, significando a inicial impressão, é a que fica.

Aqui em Maceió, o serviço do Aeroporto Zumbi dos Palmares anuncia aos visitantes que não utilizem serviços de taxis não autorizados, acrescentando que correm riscos em caso de não atendimento. Como o Aeroporto não recebe tanta gente, é fácil identificar os irregulares e adotar as medidas cabíveis para evitar o constrangedor assédio aos nossos visitantes.

Acabo de passar por situação semelhante em Lima, no Perú, depois de um longo voo com escalas e conexões, quando as portas do desembarque foram abertas fui recepcionado por um grupo de pessoas gritando taxi? Taxi? Taxi? Com o humor de uma noite sem dormir, consegui afasta-los de forma convincente.

Procurei abrigo seguro e observei uma infinidade de táxis que chegavam e saíam do aeroporto sem nenhum indicativo de padronização e controle; diferentes modelos, cores de placas, estado de conservação, uniformes de motoristas, desorganização geral. Recorri ao serviço de informação do aeroporto e consegui orientação que parecia ser segura; deu certo, cheguei ao hotel.

Os taxis de Lima têm apenas uma padronização, não usam taxímetro, o valor da corrida é resultado de negociação direta entre passageiro e taxista, que se inicia antes de entrar no carro, ao informar o local de destino; se interessar, entra. O preço vai depender da índole do taxista.

Voltando o tema para Maceió, lembro-me da proposta de um vereador para acabar com a padronização na cor branca para os taxis, alegando que desvalorizava a revenda dos veículos. Contrariando o edil, surgiu o modismo da preferência pelos veículos de cor branca e a proposta não avançou, para o bem de todos. A cor do taxi é elemento de identificação da cidade e indicativo de segurança para o visitante.

Ainda assim, não basta a padronização da cor, é necessário ter cuidado com a primeira impressão que ofertamos aos visitantes – a segurança na prestação do primeiro serviço ou a aflição na insegurança de uma escolha.

Nelson Mandela dizia que só tínhamos um chance para isso, a primeira.

 

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COMENTÁRIOS
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  1. Williams Roger

    Eu pensei que você fosse fazer um artigo relacionado com a segurança de Maceió.
    Tipo, taxistas e mtotaxista que são usados e se envolvem no cometimento de crimes contra o patrimônio.
    No qual, na minha opinião, deveria ter uma lei municipal sobre o tema. Inclusive, tem um delegado vereador em Maceió!
    Aguardo retorno por e-mail Ou aqui no blog

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