DELEGACIA DA MULHER PEDE SOCORRO
   Flávio  Saraiva  │     9 de maio de 2015   │     21:00  │  3

DEFESA DA MULHEREstive na Delegacia da Mulher no Centro de Maceió, era manhã, e esperava encontrar a unidade lotada de gente, como de costume. Otimista, imaginei que tivesse ocorrido expressiva redução no número de ocorrências de violência doméstica, mas não era o caso.

Com efetivo de apenas 16 policiais, incluindo a Delegada e as chefias de cartório e de operações, a unidade não consegue atender as demandas decorrentes da violência doméstica, com média de 50 boletins de ocorrências (BO’s) lavrados diariamente. É muito trabalho para poucos policiais.

A Delegacia da Mulher é a que mais produz inquéritos policiais, eram mais de 100 por mês, hoje tem média de 50, número que à primeira análise seria insignificante em relação ao quantitativo dos BO’s diários, mas não é o que acontece. Ali são realizadas as audiências preliminares de esclarecimentos e orientações, momento em que as partes conflitantes mais das vezes encontram o caminho da conciliação, resultado do efetivo trabalho de mediação no ambiente policial. As audiências tomam muito tempo, serviço que poderia ser compartilhado com a vizinha secretaria municipal de assistência social.

No horário de expediente a Delegacia da Mulher recepciona e lavra os autos de prisão em flagrante delito, procedimento em que é empregada a quase totalidade do efetivo, em razão da complexidade da ocorrência, exigindo deslocamento ao ambiente doméstico da vítima e do agressor objetivando assegurar os primeiros atendimentos assistenciais e de proteção aos vitimados direta e indiretamente.

Nos casos de violência sexual, equipe de policiais encaminham as vítimas à Maternidade Escola Santa Mônica, referência nesse tipo de atendimento, para que sejam ministradas medicações de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis; em seguida, são conduzidas ao Instituto Médico Legal para exames de corpo de delito.

Há ocorrências em que o agressor se apresenta surtado, com elevado potencial de risco de agressão aos policiais, sem que ali tenha disponível equipe de intervenção para imobilização e encaminhamento à unidade de saúde adequada.

A equipe policial não reclama do volume de trabalho, sem críticas, roga apenas por melhores condições para o pleno atendimento a vítimas da violência doméstica.

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COMENTÁRIOS
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  1. Carlos

    Dr Flávio.. Isso nada mais eh que fruto de uma má gestão! Isso eh o que dá colocar pessoas despreparadas à frente da delegacia geral! Só esse delegado geral não vê que a delegacia da mulher eh vitrine e deve ser tratada como tal! Meu Deus, será que o governador não vê isso??? Dr Alfredo, olhe com bons olhos para a polícia civil pois o exemplo da delegacia da mulher não eh o único na capital e nem no Estado! Precisamos de pessoas comprometidas à frente da instituição!!!

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  2. Jessica

    O que esperar de uma cúpula como essa? Da última vez que passo por lá esse tal de Paulo Cerqueira… até o deic explodiu!

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  3. glycia SAYONARA BARBOSA VILELA DE MEDEIROS

    DR FLAVIO O SENHOR REALMENTE E IMPAR , SUA SENSIBILIDADE E O QUE MAIS NOS FAZ ENTENDER QUE ES UM GRANDE HOMEM POIS TENS UMA VISÃO HOLISTICA A RESPEITO DA VIOLENCIA , SEMPRE ACREDITEI QUE A CARTA MAGNA E A CONSTITUICAO ASSIM COMO A CELULA MAGNA E A FAMILIA. PRECISAMOS DE MELHORES CONDICOES SIM NAO DEVEMOS NEGAR E CONFIAMOS QUE TUDO VAI MELHORAR POIS E DESSA FORMA QUE VIVEMOS POIS SE ASSIM NAO FOSSE PERDIAMOS A EXISTENCIA DO SER DA MUDANCA DO RESPEITO A VIDA QUE E O BEM MAIOR. CONTINUE COM SEUS ARTIGOS POIS NAO ES GREGORIO DE MATOS MAS EM TDO QUE FALAS REPERCUTE E DIRECIONAM UMA ATENCAO A PROBLEMATICA DISCORRIDA POR VOSSA EXCELENCIA. MEU MUITO OBRIGADA

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