ABORDAGEM POLICIAL E HOMICÍDIOS
   Flávio  Saraiva  │     3 de maio de 2015   │     16:53  │  1

LEI SECAAlagoas tem registrado sucessivas reduções nos números de homicídios, tendência que se estende a outros crimes, a exemplo dos assaltos a ônibus, gerando questionamentos sobre as razões do sucesso.

O sucesso não ocorre por acaso, nem mesmo por iniciativa de criminosos com possível trégua dada aos alagoanos. O que se tem observado é maior número de operações policiais em todas as regiões do Estado.

Tenho acompanhado os números das operações conjuntas realizadas em Maceió com a participação do BOPE, Batalhão de Trânsito, Rádio Patrulha e unidades da Polícia Civil – delegacias distritais e especializadas, DEIC, Asfixia e OPLIT. Em março foram 2029 autuações por infração de trânsito, 39 registros de embriaguez na condução de veículos, 65 carteiras de habilitação recolhidas e 351 veículos apreendidos.

Não conheço estudos brasileiros sobre o possível percentual de registro de infrações e autuações em flagrante nas abordagens policiais; no entanto, a importância das abordagens fora evidenciada em estudos de policiais americanos, creditando a elas a redução nas estatísticas do crime, o que não é difícil de entender.

Supondo que tenhamos a relação de uma infração para cada 10 abordagens, teríamos, na conformidade dos números apresentados, mais de 20 mil veículos e condutores revistados por policiais, acrescidos dos eventuais passageiros.

Importante ferramenta está sendo usada nas abordagens policiais, o uso de câmeras que transformam imagens em dados – OCR, acrônimo inglês para Reconhecimento Ótico de Caracteres, possibilitando que placas de veículos sejam pesquisadas nos bancos de dados dos órgãos de trânsito, atestando a sua regularidade ou não.

Destaco a importância das operações conjuntas e com emprego de tecnologia na redução de crimes pela obviedade dos números, mas que poderia levar a outras decisões táticas e operacionais. Quem trafega pelas rodovias estaduais tem encontrado viaturas com apenas dois policiais fazendo blitz, formato do qual não tenho conhecimento de eficiência, gerando mais constrangimento que resultados e a possibilidade de conciliação não recomendável entre fiscal e fiscalizado.

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COMENTÁRIOS
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  1. Alyson Oliveira

    Muito bom ver isso acontecendo. Melhor ainda ver essa análise falando sobre a importância da tecnologia no auxílio ao trabalho diário do policial.

    Preciso ressaltar que é um trabalho difícil, de longo prazo, mas que foi entendido e investido faz algum tempo. Fico feliz de ver o atual secretário de da defesa social sabendo utilizar os investimentos feitos até então é planejando a correção e melhoramento dos projetos que existem.

    Claro que a redução se deve a várias atitudes totalmente novas que estão sendo tomadas pela gestão atual, mas é gratificante ver que a continuidade acontece de forma satisfatória e também tem sua parcela de responsabilidade na melhoria desses índices. A população é quem ganha com isso!

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