A BALA INTELIGENTE
   Flávio  Saraiva  │     30 de abril de 2015   │     9:17  │  0

bala inteligente-520x245Muitos afirmam que as guerras são as motivadoras das grandes invenções no mundo, algo que me faz lembrar do nosso fusca, resultado da necessidade de se criar um veículo com motor refrigerado a ar para os combates no deserto africano. Das mais recentes, podemos citar o computador, internet, microondas, laser, GPS e os veículos aéreos não tripuláveis – VANTs, mais conhecidos pela sigla inglesa DRONE.

Ano passado surgiu a smart bullet – a bala inteligente, criação do exército americano depois de seis anos de pesquisa e custos estimados em US$ 25 milhões, só imaginável nos filmes de ficção ou desenho animado, com a bala perseguindo implacavelmente o alvo. O site da BBC de Londres disponibiliza o vídeo de um disparo com a bala inteligente, com o uso de um rifle do calibre .50, muito empregado em combates antiaéreos.

A bala inteligente facilitará muito a missão do atirador de elite – sniper, quando necessitar atingir o alvo com precisão. Para quem assistiu ao filme Sniper Americano, percebeu com clareza a grande dificuldade em fazer um disparo que neutralize o alvo e não exponha a posição da tropa.

A munição é dotada de tecnologia já empregada em mísseis, inovada com a utilização de microssensores que possibilitou seu uso em calibres menores, ou seja, em breve estará nos carregadores das armas da guerra urbana envolvendo criminosos organizados e policiais.

Aqui no Brasil é noticiada a descoberta de mais uma rota de tráfico de armas com origem na Venezuela, que envia fuzis de origem russa, turca e chinesa para armar traficantes de drogas e outros criminosos organizados. A nova rota atende demanda de criminosos que desprezam as armas curtas e exigem fuzis automáticos, usados com frequência nos arrastões em vias congestionadas e abordagens a veículos de cargas e transporte de valores.

Armas antes só usadas por forcas policiais chegam facilmente nas mãos de bandidos, podendo acontecer o mesmo com as balas inteligentes, complicando ainda mais a sobrevivência dos combatentes urbanos.

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