DIREITOS HUMANOS NAS CAUSAS E EFEITOS
   Flávio  Saraiva  │     2 de março de 2015   │     8:16  │  1

DIREITOS HUMANOS NAS CAUSAS E EFEITOSNo final dos anos 90, assistimos à crescente ousadia de criminosos no enfrentamento com as forcas policiais sendo aceita por muita gente, principalmente as organizações protetoras de direitos humanos, que os veem como vítimas de uma sociedade insensível e discriminatória.

Com esse direcionamento as organizações foram confundidas como protetoras de bandidos, ensejando reações de contrários que indicam caminho diverso resumido na repetida afirmativa: direitos humanos para humanos direitos. A radicalização não cabe na discussão de tão importante tema.

Partindo da tese de que o criminoso é vitima de uma sociedade desigual que não dá oportunidades aos mais pobres e desassistidos, negando-lhes saúde, segurança e educação, seria razoável que víssemos os militantes dos direitos humanos nos gabinetes de gestores dessas áreas exigindo direitos, bem assim, promovendo ações judiciais contra aqueles que os negassem deliberadamente.

O fato é que vemos os militantes atuando na ponta, ou seja, no enfrentamento entre criminosos e policiais, com forte tendência de proteção aos primeiros, mais das vezes motivada por razões ideológicas e, não raro, político partidárias. A vinculação foi inevitável.

Sendo os únicos cobrados, os gestores policiais realizaram mudanças nas grades curriculares da formação e especialização, incluindo as disciplinas direitos humanos e uso progressivo da força, objetivando adequar o comportamento da tropa. Não só isso, foram criados grupos de negociação e gerenciamento de crises, presentes em todas as manifestações que poderiam culminar em confronto. A mudança comportamental fez a Polícia Militar de Alagoas merecer reconhecimento nacional.

As corregedorias de polícia ganharam importância e independência na condução de investigações dos malfeitos de policiais, determinando grande número de suspensões e demissões, cortando na própria carne como gostam de afirmar os gestores que as contabilizam como grande feito, principalmente os tiranos.

Na Polícia Civil houve exageros, centenas de procedimentos disciplinares instaurados que geravam mais custos que os próprios danos, e mais, sentimento de revolta e perseguição.

Nessa ambientação cresceu o sentimento de que a omissão seria a melhor forma de proteção para o policial, fenômeno observado pelos gestores que promoveram os devidos ajustes.

As polícias evoluíram no tratamento dos efeitos de uma sociedade desigual, processo construído, também, com as cobranças das entidades de direitos humanos que agora precisam estendê-las às causas.

Tags:, ,

>Link  

COMENTÁRIOS
1

A área de comentários visa promover um debate sobre o assunto tratado na matéria. Comentários com tons ofensivos, preconceituosos e que que firam a ética e a moral não serão liberados.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do blogueiro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *