ARAPONGA
   Flávio  Saraiva  │     3 de fevereiro de 2015   │     6:30  │  1

ARAPONGADepois das grandiosas operações da polícia federal, com as apresentações na mídia dos textos das conversas entre investigados presos, sobrevive verdadeira paranoia sobre monitoramento das comunicações de autoridades públicas, políticos, policiais, funcionários públicos, empresários, principalmente de pessoas consideradas suspeitas em malfeitos. Não só eles, os insuspeitos também se incomodam com a possibilidade da invasão de privacidade, seguida de vazamentos nas mídias sociais que têm causado transtorno à vida de muita gente.

Do quadro tem se aproveitado um personagem que desfila por gabinetes vendendo ilusões, algumas vezes insinuando relação estreita com investigadores policiais, fato que induz ao interlocutor certo grau de credibilidade de que está com a vida sendo monitorada.

Inteligente e acreditando ser único, com conhecimentos técnicos de eletrônica, convence ao interlocutor realizar varredura nos ambientes em que circula, objetivando encontrar os “grampos” em telefones convencionais, micro câmeras e telefones celulares instalados em insuspeitos objetos do mobiliário.

Sentindo-se desconfortável com a possibilidade de estar grampeado, o “grampeável” contrata os serviços de varredura. O Araponga, nome dado ao mau profissional que se aventura na área da investigação privada, personagem imortalizado por Tarcísio Meira em série de mesmo nome da TV Globo, se aproveita da fragilidade da vítima e, num momento de distração dela, apresenta alguma engenhoca de monitoramento de voz e imagem, sugerindo a confirmação do grampo. Mera ilusão vendida pelo Araponga.

O risco que se corre ao contratar os serviços do Araponga é grande, uma vez que o grampo pode começar com a entrada dele no ambiente da vítima.

Cuidado, ele é envolvente e tem a força de iludir.

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