FAZER MAIS COM MENOS
   Flávio  Saraiva  │     12 de janeiro de 2015   │     22:21  │  2

MAIS COM MENOSLi no blog do Marcelo Firmino, post sobre os desafios do governador Renan Filho na área da segurança pública, que ali afirmara: “A responsabilidade de fazer segurança pública é do Poder Executivo de Alagoas. Faremos sim parceria com o governo federal, mas os dirigentes seremos nós”. Acrescentando a disposição de “fazer muito mais com o que se tem. Isto é, mais com menos”.

Depois, no blog do Edivaldo Júnior, vi noticiada a disposição do governador em acabar com a “farra” de celulares e carros locados.  Fez mais, cedeu o helicóptero, que tinha à sua disposição, para a Defesa Social.

Muito bem governador, mas pode fazer mais. Além de reduzir o quantitativo do “kit autoridade”, poderia determinar melhor uso. O servidor comum se dirige ao local de trabalho usando transporte coletivo ou seu próprio automóvel, quando pode; a autoridade, que se presume ser mais bem remunerada, vai e volta no veículo público, que o mantem noites e finais de semana na garagem ou a serviço particular. Quando analisamos as estatísticas, vemos que nesses períodos acontece maior número de ocorrências policiais.

Os carros das autoridades poderiam ser usados exclusivamente em serviço, como recomendado, estando disponíveis no setor de transportes de cada unidade, funcionando como se fosse uma locadora, com os usuários devolvendo-os após o uso, registrando o período, quilometragem rodada e motorista, dados gerenciais importantes e necessários quando da apuração de danos e multas de trânsito.

A autoridade também não quer ver no kit nenhuma logomarca de governo que identifique o bem público, não combina com o status, além de poder ser flagrada em locais impróprios ao uso.

Lembro-me de um gestor municipal, que logo no início de sua administração determinou a plotagem de todos os veículos oficiais com a logomarca de seu governo, causando a sensação de que a frota havia se multiplicado; óbvia consequência.

A determinação da plotagem de todos os veículos das unidades policiais  com as logomarcas de governo e telefones úteis repetiria o efeito da experiência municipal, impactando na ostensividade, que por sua vez  acrescentaria na prevenção de crimes. Até porque, estaria visível à abordagem de alguém necessitado, multiplicando a presença do Estado.

Evidente a necessidade de veículos descaracterizados, sem plotagem, para uso nas investigações policiais, mas também administrados pela “locadora” setorial. Usou, devolveu.

É possível fazer mais com menos. Tem mais, mas não vou cansá-los. Menos!

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COMENTÁRIOS
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  1. santos

    Dr. FLAVIO, ISSO ACONTECE NA PM, EM QUE CTM E SUB CMT DE UNIDADES TEM A SUA DISPOSIÇÃO: CARRO,TANQUE CHEIO,MOTORISTA E CELULAR, E TEM MAIS, A PLOTAGEM É ATRAVES DA MANTA DE IMÃ,AQUELA EM QUE O MOTORISTA TIRA NOS FINAIS DE SEMANA PARA FARRAR COM O VEICULO SEM SER IDENTIFICADO. SE O CMT EXIGIR A PLOTAGEM FIXA NOS VEICULOS LOCADOS, VAI REDUZIR EM MUITO AS MORDOMIAS E AS DESPESAS PARA NÓS CONTRIBUINTES DE IMPOSTOS.

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