TURISMO E VIOLÊNCIA
   Flávio  Saraiva  │     5 de janeiro de 2015   │     15:08  │  5

HOMICÍDIO NO CARTAO POSTAL

Foto: Larissa Bastos

Noticiado aqui no portal o homicídio do jovem identificado apenas como ‘Oreia’, morto a tiros na tarde de domingo 04/01, próximo à feirinha do artesanato, na orla de Pajuçara, ponto de visita obrigatório para os milhares de turistas que desejam levar lembranças de Maceió.

Para os turistas que chegaram a Maceió na semana final de 2014 e prolongaram a estada até hoje, duas péssimas lembranças irão levar: o latrocínio que vitimara o policial militar que nos visitava e pretendia fazer uma caminhada na bela orla da praia; no domingo, o homicídio que vitimou “Oreia”. Os autores estão presos, mas o estrago está feito.

Não faz muito tempo, mesmo com Alagoas, especialmente Maceió, já despontando na liderança dos índices de homicídios, a área destinada aos turistas estava sendo preservada de ações criminosas violentas, levando-os a duvidar da veracidade dos números da violência apresentados na mídia nacional.

Infelizmente, com esses dois eventos no nosso cartão postal, perdemos nossos naturais defensores quando questionados sobre a violência em Maceió. Pior, as boas práticas multiplicam por pouco, as más multiplicam por mil, com prejuízos enormes ao negócio turismo.

O arrastão chegou à Praia do Gunga, assaltantes levaram tudo de turistas que ali desfrutavam das belezas naturais sem que lhes oferecessem resistência. Menos mal, a bela praia não merece ser local de crime de latrocínio.

Pode ser paranoia, mas qualquer comentário sobre Copacabana traz à minha mente imagens dos temíveis arrastões, comportamento injusto com tamanha beleza.

Vou ser repetitivo, o turismo está ameaçado pela violência e não há beleza natural que resista. Veja o comentário de uma turista sobre a matéria neste portal: “Orla mais bonita do Brasil. Estado acolhedor. Espero nunca mais voltar a esta terra”.

Tags:, ,

>Link  

COMENTÁRIOS
5

A área de comentários visa promover um debate sobre o assunto tratado na matéria. Comentários com tons ofensivos, preconceituosos e que que firam a ética e a moral não serão liberados.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do blogueiro.

  1. nelson

    amigo flavio ! se vc me permite, eu diria que o comentario da turista de que, maceió nunca mais, acho ele vago e sem sentido. as rêdes de televisâo tem nos mostrado desde a vespera do reveillon país afora, um tsunami de violencia varrendo o país de norte a sul de leste a oeste, talvez muitas pessoas nâo tenham visto pois sâo poucas no brasil que ligam um aparelho de televisâo para assistirem os telejornais mostrando o que está acontecendo no país. a maioria esmagadora só ligam para verem novelas, BBB, fofocas, fazenda, programas de auditorio, e aí quando estâo em algum lugar e ver ao vivo e a cores a vida como realmente ela é no brasil, acha que um acontecimento localizado e que no resto país tá tudo como nos jardins do eder. agora o que mais preocupa é que, honestamente, nunca se matou tanto em apenas quatro dias de um ano novo e de um novo governo, ou será um aviso para mostar a força do crime e mandar um recado ao novo governante dizendo que logo logo o povo vai sentir saudades do anterior, espero que nâo, mas só o tempo o senhor da razâo falará por todos nós.

    Reply
    1. Roberto Theodosio Brandão

      Nelson: O comentário da turista de nunca mais voltar a Maceió reflete o estado emocional da mesma. Com o tempo ela verá que é o Brasil todo com graves problemas de insegurança. Voce tem razão no seu comentário porém é bom lembrar que o problema é gravissimo.

      Reply
  2. Roberto Theodosio Brandão

    Qualquer violência que seja presenciada pelo turista é ruim e a cidade leva a fama. Não é somente aqui a violência. É no Brasil todo e o marginal necessita de algum dinheiro ou outros valores para sustentar o vício das drogas. O problema é o flagelo das drogas com sua dependência quimica. Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Espírito Santo vão usar as forças armadas e policias federais nos próximos meses e não se sabe o resultado prático disto tudo. Meu receio é que as forças armadas foram e são treinadas para matar e não para dialogar. DEUS nos guarde quando tudo isto se iniciar. Autoridades e povo estão perdidos.

    Reply
  3. LUIZ ALFREDO

    O Brasil quebrou um triste recorde: teve o maior número de pessoas mortas em um ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (27) no Mapa da Violência 2014, que compila dados de 2012. Ao todo, foram 56.337 mortes, o maior número desde 1980. O total supera o de vítimas no conflito da Chechênia, que durou de 1994 a 1996.
    Airbus A 330–200: no Brasil, tem a capacidade para 223 passageiros.
    Se pegarmos o número de 56.337 homicídios e dividirmos pelo número de 223 que é a capacidade de transporte de passageiros. Teríamos o número de 252.632 aviões, que teriam caído ou sido derrubados pela incompetência do governo brasileiro. Isso sem mencionar o números de drogados e dependentes químicos e usuários de drogas que sem sombra de dúvidas se comparam a uma guerra química.
    Faço este comparativo na tentativa de mostrar o quanto o povo brasileiro se acostumou a ver a população ser abatida como se fossem insetos e o quanto tem sido difícil para um cidadão comum viver nesse caldeirão do diabo dos nove dedos. Enquanto continuarem deixando os menores terem prerrogativas para matar como se fossem o 007, engessarem as polícias ,demonizarem os militares com sua disciplina e permitirem que a bandidagem de colarinho branco consiga se safar das Leis e o cidadão comum seja julgado e condenado e pague a pena na íntegra sem as benesses dos amigos do Rei. As coisas só tendem a ficarem mais perigosas e difíceis do que tem sido até então.
    Um país onde um presidente garante durante na campanha eleitoral que não mexeria nos direitos trabalhistas dos cidadãos, nem que a a vaca tussa! E depois acaba com a segurança dos familiares dos assegurados do INSS. Ao meu ver a vaca tossiu,se cagou e foi pro brejo.
    DEUS SEJA CONOSCO !

    Reply

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *