DESORDEM NO CARTÃO POSTAL
   Flávio  Saraiva  │     2 de janeiro de 2015   │     9:18  │  1

EU AMO MACEIÓMaceió está se posicionando no país como destino para Réveillon, atraindo milhares de turistas que chegam para curtir os shows musicais e as belas praias.

No período, registram-se eventos que impressionam pela grandeza e arrojo de seus idealizadores e produtores. Só para exemplificar, o Lopana Boat Fest, que abriu a temporada no final de novembro, reuniu cerca de 400 embarcações e 30 mil pessoas na enseada da Ponta Verde.

A tradicional queima de fogos da virada de ano é outra produção grandiosa de beleza singular, luzes e cores enfeitam ainda mais as lindas praias da Pajuçara, Ponta Verde, Jatiúca e Cruz das Almas.

Contrastando com o belo e festivo, nesses locais são observadas posturas inadequadas que se multiplicam diante da leniência dos órgãos públicos. As áreas de estacionamento das praias são dominadas por viciados em drogas travestidos de “flanelinhas” que abordam seus clientes vítimas de forma intimidadora, que a rigor é desnecessária, vez que o fenótipo de zumbi já é extremamente assustador.  Nessas áreas o tráfico de drogas rola solto.

O município abdica de receita com a não implantação de zonas de estacionamento, disciplinamento que impactaria na sensação de segurança para os usuários, que se livrariam das assustadoras abordagens e também do sentimento de estarem alimentando o tráfico de drogas com o próprio dinheiro.

O furto de energia se espalha pelas areias e calçadas das praias, os fios enterrados das gambiarras anunciam a morte de um infeliz desavisado.

Jovens estilosos com bonés, grossos colares, óculos escuros e em dupla, desfilam com suas barulhentas motocas nas ciclovias.

Veículos estacionados com equipamentos de som às alturas desafiam o convívio urbano, e pior, o motorista proprietário empunhando latinha de cerveja como se fosse o troféu da impunidade.

O cheiro do mar e da gastronomia local é ofuscado pelo da maconha, os usuários não estão preocupados com nada, a ordem é curtir.

 Para completar o quadro de desordem, faltam apenas os arrastões, já ensaiados por grupos delinquentes ligados a torcidas organizadas de times de futebol.

As imagens do latrocínio que vitimou o militar baiano na Ponta Verde foram mostradas nos jornais das grandes redes de televisão, sempre antecedidas da incômoda advertência: “… na Capital mais violenta do país…”

O turismo está ameaçado pela desordem.  Não há beleza natural que resista.

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COMENTÁRIOS
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  1. Policial Civil esperançoso.

    Prezado Flávio Saraiva, somente os cegos não veem, ou melhor, os cegos pobres… Por que os cegos ricos assistem a tudo, ganham fábulas de dinheiros, e rateiam com as autoridades que permitem esses abusos de todas as espécies. O senhor falou em Lopana – esse restaurante está cobrando o passeio público e arroxando nos preços dos seus produtos. Isso espanta o turista, e ninguém faz nada, autoridade nenhuma vai lá (a não ser pra encher o bucho e botar na conta dos impostos que a periferia de Maceió paga, junto com a nobreza, também).
    Estamos precisando de Leis duras. Estamos atravessando momentos duros. Está na hora de trocar algumas peças desse jogo, na Defesa Social – apertando alguns figurões da Prefeitura de Maceió e Órgãos adjacentes. Mesmo tomando essas decisões, ainda falta muito pra organizar a cidade.
    abraços.

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