O LÍDER
   Flávio  Saraiva  │     18 de dezembro de 2014   │     7:41  │  6

LÍDERAs marcas mais visíveis da cidade de Nova York são as do time de beisebol dos Yankees e a da polícia da cidade, conhecida mundialmente pela sigla NYPD (Departamento de Polícia de Nova Iorque), sendo missão quase impossível não encontrá-las em qualquer que seja o local, até mesmo nos produtos que servem de lembrança aos seus visitantes.

A relação dos novaiorquinos com sua polícia não era muito respeitosa até o início da administração do prefeito Rudolph Giuliani no ano de 1994. Como as grandes mudanças não ocorrem sem a presença de grandes líderes, coube a Giuliani a missão da transformação. Com instrumentos de gestão amplamente divulgados e copiados pelo mundo, foram construídos os pilares da nova polícia, iniciando pelo expurgo dos maus policiais e a consequente admissão de novos quadros, com significativas mudanças na formação.

Veio a política da tolerância zero, punindo os autores de pequenos delitos com penas que desestimulavam a reincidência, amplas campanhas para o desarmamento, definição de metas na redução dos índices da violência com cobrança sistemática dos resultados, emprego de tecnologia avançada e investimentos. Os índices do crime despencaram e a relação da polícia com o cidadão passou a ser fundamentada nos princípios da cordialidade, respeito e profissionalismo, estampados em todas as viaturas policiais.

O líder não conseguia admitir que aos munícipes, encurralados pela violência, restasse apenas o cumprimento das regras de submissão aos criminosos, evitar olhar nos olhos das outras pessoas, não transitar em determinados bairros e horários, e seguir outras tantas recomendações que hoje, nós brasileiros, estamos cansados de ouvir das nossas autoridades policiais. Giuliani trouxe a responsabilidade para si e resolveu.

Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro pretendeu fazer o mesmo, mas os resultados foram proporcionais à grandeza que seu nome sugere. A partir do governo de Sérgio Cabral, vieram as demonstrações de  determinação em resolver os problemas da segurança dos cariocas, assumindo ele mesmo os erros e acertos dos movimentos das forças policiais na guerra contra o crime, comandadas pelo delegado federal Beltrame.

Em Pernambuco, o saudoso Eduardo Campos, assumiu a responsabilidade e conduziu pessoalmente o processo de redução dos crimes. Seu afastamento fatídico coincidiu com o descumprimento de metas dos gestores policiais e consequente elevação dos temerosos índices criminais.

Alexandre, o Grande da Macedônia, montando Bucéfalo, fazia questão de ser a ponta da linha de guerreiros em combate, e assim os conduzia às vitórias.

A guerra que os alagoanos travam contra o crime exige liderança e não precisa vir a cavalo.

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COMENTÁRIOS
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  1. nelson

    falou tudo flavio ! um dos grandes males que afligem nosso país e a falta de liderança daqueles que nos governam. um exemplo simples, alguem ja viu a figura do prefeito ou do governador nesses atos de vandalismo que é o fechamento de ruas e rodovias por essas pessoas descompromissadas com a ordem, com o direito dos outros ? nâo, ninguem ver. nâo falo da pessoa do téo ou rui, todos os outros que antecederam a eles e certamnete os que virâo serâo a mesma coisa. quase sempre uma casa aonde o pai e a mãe mostram sua autoridade e liderança vem uma familia equilibrada, a mesma coisa sâo as cidades e os estados. mas infelismente no brasil tudo é diferente, aqui a classe politica vive no pedestal da mordomia, trancados numa sala luxuosa em reuniôes tomando cafezinhos e ocupados com seus smarts fones de ultima geração, ou em seus automoveis de vidros preto pra ninguem saber quem está la.

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  2. Ricardo

    Bom bia Nobre Flavio,
    Gestao e compromisso são as palavras chaves do problema Nacional, Estadual e da Segurança. Não é necessário milagreiro, como já se buscou, é imprescindível um profissional de segurança local, conhecedor dosproblemas e habilidoso em gestão e comprometido com nossa sociedade.
    Parabéns pelos sábios comentários.

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  3. Roberto Theodosio Brandão

    Lembro bem da austeridade implantada em New York por ordem e vontade política do Prefeito Rudolph Giuliani e o Governador do Estado de New York. TOLERÂNCIA ZERO que custou a demissão de cerca de 8.600 policiais corruptos. Esta operação não teria êxito sem a caça e demissão destes funcionários corruptos.
    È muito complexa a situação do estado brasileiro onde prevalece um espírito de corrupção de quase 100%. Vai ser muito dificil o Brasil chegar aos padrões mínimos de segurança e civilidade e o pior exemplo vem dos nossos políticos colocados no poder por nós que sabemos de tudo. Continuaremos uma REPUBLIQUETA atrasada e sem esperança de um futuro melhor. Em 2015 poderá ficar ainda pior pois temos uma crise financeira acelerada pelos bilionários roubos efetuados recentemente. Salvem-se quem puder.

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  4. Eliane

    Perfeitas colocações Flávio Saraiva, lembro uma das citações de Giuliani “líderes se formam, não nascem feitos”.
    Precisamos com urgência de um líder com a sua experiência e otimismo para a Segurança Pública de Alagoas.

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  5. jonas antônio de freitas

    Neste País está difícil aparecer um líder e um estadista. Um estadista pensa no presente e no futuro de sua população. Já um líder é preciso: PARA SE TORNAR UM LÍDER:

    PARA TORNAR-SE UM LÍDER VOCÊ NÃO PODE COMEÇAR QUERENDO QUE O POVO SIGA LOGO AS SUAS PALAVRAS DE ORDEM IDEOLÓGICA. VOCÊ TEM DE COMEÇAR POR AJUDÁ-LO EM COISAS ÚTEIS, NA SOLUÇÃO DE PROBLEMAS, NA INTEGRAÇÃO DA COMUNIDADE. ISSO LEVA TEMPO.

    Olavo de Carvalho.

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