COMPANHEIRO! MENOS
   Flávio  Saraiva  │     29 de setembro de 2014   │     10:34  │  3

LULARogando por compreensão, devo confessar que votei no companheiro Lula e na presidenta Dilma, ato de cidadania realizado por acreditar que seria, naquele momento, o melhor para o país.

O companheiro enfrentou o escândalo do mensalão sem que pusesse em risco o processo democrático, distanciando-se de procedimentos tirânicos que ensejassem virada de mesa, como pregam os revolucionários bolivarianos.

A presidenta Dilma iniciou o seu governo promovendo o que denominou de faxina ética, propagando sua determinação de não pactuar com o mal feito de seus subordinados. Assim o fez, mas faltou a continuidade, a casa anda suja.

A ameaça proporcionada pela candidata Marina Silva mostrou a presidenta candidata distanciando-se da verdade com determinação surpreendente, mas que lhe rendera pontos na corrida eleitoral, podendo-se inferir que o povo ainda acredita nela, apesar da circunstância.

Como se estivesse em comício no Brasil, a presidenta abre a Assembleia Geral das Nações Unidas condenando os ataques aéreos às instalações do grupo ultrarradical Estado Islâmico, para em seguida propor o diálogo com extremistas que cortam as cabeças de inocentes jornalistas e civis estrangeiros, produzindo imagens chocantes propagadas pelo mundo.

Na mesma semana, a revista Veja destaca a seguinte fala do companheiro Lula durante comício em Santo André/SP: “Eu, antigamente via: ‘bandido roubou um banco’. Eu ficava preocupado, mas falava: ‘Pô, roubar um banqueiro… O banqueiro tem tanto que um pouquinho não faz falta’. Afinal de contas, as pessoas falavam: ‘Quem ganha às custas do povo, com os juros’. Eu ficava preocupado. (…) Era chato, mas era… sabe, alguém roubando rico.”

Imagino o alto comando da facção criminosa Primeiro Comando da Capital, reunido em alguma prisão de segurança máxima do país ou em processo de teleconferência, analisando as falas das nossas maiores autoridades nos últimos doze anos, sentirem-se autorizados a expedirem um salve (ordem oriunda do cárcere) determinando o foco das ações nos assaltos a bancos e, em caso de possíveis represálias indevidas, decapitações de reféns para início das negociações.

Companheiro! Menos.

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