VIDA LOUCA E BREVE
   Flávio  Saraiva  │     17 de setembro de 2014   │     11:28  │  0

VIDA LOKAO noticiário nacional tem mostrado jovens de todas as classes sociais praticando crimes de forma arrojada, ostensiva e violenta, modo de vida que costumam denominar de vida loka.

Com a música Vida Louca Vida, o cantor e compositor Cazuza eternizou o modus vivendi, com refrão: Vida louca vida/Vida breve/Já que eu não posso te levar/Quero que você me leve/Vida louca vida/Vida imensa/Ninguém vai nos perdoar/Nosso crime não compensa.

Cazuza teve vida louca e breve, morreu aos 32 anos; suas transgressões não passaram do uso de drogas e comportamento sexual exagerado, também tema de sucesso musical.

A delinquência juvenil começa na ambientação doméstica, com pequenos furtos de dinheiro e objetos domésticos; sem senso de responsabilidade e respeito, fora do ambiente escolar e do emprego formal, jovens entram de cabeça no uso abusivo de álcool e drogas. Para eles, roubar, traficar, matar já não basta, tem que ostentar nas redes sociais, indicando que o crime compensa, contrariando o refrão do poeta.

No litoral norte alagoano, grupo de oito jovens em motos saiu da escola para praticar assaltos em Porto Calvo; uma vítima oferecera resistência ao roubo de seu celular e fora assassinada. O bando criminoso foi adjetivado de “gangue fardada”, alusão ao grupo de militares acusados de vários crimes no Estado. Desta vez, a farda era o uniforme escolar.

Nas famosas praias da zona sul do Rio de Janeiro, cartões postais do país, jovens alegres e em bando passam o domingo brincando de roubar, brincadeira criminosa chamada de arrastão. Imagens de pessoas desesperadas sem saber aonde ir, em meio a fumaça de bombas lançadas por policiais, vão para o mundo, anunciando o possível futuro do país.

Logo agora, no período pós-copa, em que o país, contrariando expectativas pessimistas (ou reais?), mostrou capacidade para organizar eventos de grande magnitude, atraindo turistas do mundo todo.

Sou do tempo em que os poucos delinquentes do bairro eram conhecidos, apenas furtavam objetos de pequeno valor; hoje a delinquência se espalha para o ambiente de trabalho, vida social e tudo mais, como um câncer em processo de metástase.

Morte, prisão, processo judicial, repreensão na escola, restrição familiar, nada parece impor sentimento restritivo ao comportamento desses jovens de vida louca e breve.

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