CORRIDA COM OBSTÁCULOS
   Flávio  Saraiva  │     15 de setembro de 2014   │     12:14  │  0

corrida de obstaculosÉ crescente o número de corredores de rua amadores no Brasil, segundo o programa de televisão Globo Ciência, em 2013 já passava dos 4,5 milhões, fenômeno contabilizado pelos grandes fabricantes de materiais esportivos que registra grande faturamento com a modalidade, aproximando-se do futebol.

Correr, com o passar do tempo treinado,  torna-se uma compulsão prazerosa  e assim o corredor treina de 03 a 04 vezes por semana, aí incluído o longão do final de semana, realizado aos domingos. Nós moradores de Maceió, residentes na parte baixa, preferimos a orla marítima para correr, dividindo a área com andantes, ciclistas, motociclistas, skatistas, patinadores, vendedores empurrando carrinhos etc.

A orla marítima tem a pista para os automóveis, para os caminhantes e para os ciclistas, restando aos corredores dividir alguma delas com os legítimos destinatários dos espaços. Aos domingos e alguns feriados a prefeitura fecha espaço com cerca de 1,25 Km, que é ocupado por famílias com crianças, banda da polícia militar, locadores de brinquedos e vários equipamentos ciclísticos. Mesmo na área fechada, os corredores parecem atrair os obstáculos, pois são frequentemente surpreendidos com grupos de pessoas caminhando em diagonal na rota de colisão, quadriciclos e carrinhos guiados por crianças que mudam de direção quando se aproximam dos atletas amadores, maximizando riscos de batida.

Ainda aos domingos, nota-se importante acontecimento – as famílias e amigos se reúnem para passeio na pista dos andantes, oportunidade em que parecem querer mostrar a todos a intensa afinidade, formando linha homogênea que para ultrapassá-la exige do corredor e demais caminhantes entrar no espaço de outros. Se entrar na pista dos ciclistas, é hostilizado com reclamações e gestos de provocação, se for para a pista dos automóveis, o risco de atropelamento é iminente, pois é considerado intruso, por isso repetidamente lembrado da ousadia com motos e veículos tirando um fino.

Para um corredor amador com mais de 53 anos e depois de percorridos alguns quilômetros, desviar desses obstáculos exige muito esforço e risco de lesões, mas nada que macule o prazer de terminar uma corrida com a camisa molhada de suor e a sensação da missão cumprida.

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