O MAGISTRADO E O LADRÃO
   Flávio  Saraiva  │     30 de junho de 2014   │     12:50  │  0

O MAGISTRADO E O LADRÃOFinal de semana, destacado magistrado alagoano se prepara para aproveitar a folga e descansar da estressante atividade profissional, mas, como é atleta aproveita o período para realizar treinamento específico para correr 42 km, uma maratona, a mais famosa prova olímpica. A missão não é fácil, exige determinação que ultrapassa a normalidade, sentimento que domina muito bem, não faz muito tempo que vencera outra “maratona” contra grave enfermidade.

No mesmo tempo e lugar um jovem desempregado, 26 anos, proprietário de um veículo Fiat Strada ano 2013, vê o final de semana como um dia qualquer, sem patrão, sem relógio de ponto e folga eterna não tem muito com o que se preocupar, apenas o pagamento das parcelas do financiamento de seu carro, cerca de R$ 900. O jovem “trabalha” na informalidade do crime, desenvolvendo a atividade de arrombador de veículos e já considerado especialista do ramo, por utilizar técnicas mais sofisticadas, a exemplo do emprego de diamante para cortar vidros de portas e o chapolin – instrumento eletrônico que impede o trancamento remoto das portas e acionamento de alarme.

Ao estacionar o veículo em área de supermercado destinada aos clientes, o magistrado se incomoda em descer com a pistola que usa para defesa pessoal, haja vista a possibilidade de que pessoas possam se constranger ao identificar a arma sob os trajes menores de um atleta corredor, e assim resolve deixá-la por poucos minutos dentro de seu veículo, que considerava ter deixado trancado, e mais, sob os cuidados da segurança do estabelecimento comercial.

O jovem desempregado formal, mas com intensa atividade no crime, logo visualiza a oportunidade de fazer uma boa diária; aciona o chapolin e impede o travamento do carro do magistrado. Segundos depois abre a porta do veículo e logo identifica a arma objeto de desejo, põe na cinta, subtrai óculos escuros e sai radiante para a sua camionete Fiat Strada. Dias depois fora preso e confessara o crime, acrescentando detalhes da atuação criminosa, área de atuação e curioso apelido – Mordido do Porco, geralmente empregado para adjetivar pessoas sem muito equilíbrio emocional e destemidas. Fazia parte de grupo criminoso que se reunia em lava jato na parte alta da Capital para planejar e executar crimes.

Até o momento da prisão e recuperação da arma de fogo, o magistrado passara por desconfortável sentimento de desconfiança demonstrado pelo gestor de segurança do supermercado, que questionava a sua versão com relativa suspeição.

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