TEMPORADA DE CAÇA
   Flávio  Saraiva  │     27 de junho de 2014   │     11:42  │  2

imagesNa noite de ontem 26/06/14, na região metropolitana do Rio de Janeiro, 04 homens executaram o policial militar David Lopes Athanásio, 25 anos, com cerca de 06 disparos de arma de fogo, quando a vítima se encontrava dentro do seu veículo, saindo de uma padaria. Testemunhas revelaram que, pela quantidade de tiros, parecia cena de guerra, como bem revela foto do veículo da vítima todo perfurado.  Ainda segundo elas, os criminosos não se preocuparam em esconder os rostos com balaclava ou qualquer outro meio que dificultasse a identificação deles.

A polícia carioca trabalha com a possibilidade de que a execução do policial militar fora determinada pelo comandante do tráfico local, que não escondera a sua intenção aos moradores locais, como se decretasse a abertura de caça ao policial, tal qual se faz com animais. A população, indignada, protestou rogando por justiça, prisão dos criminosos e maior permanência deles no cárcere.

A temporada de caça parece ter dimensão nacional, haja vista a notícia veiculada neste portal de que um Cabo lotado no 5º Batalhão da Polícia Militar de Alagoas estaria com sentença de morte decretada por traficante de drogas preso no sistema penitenciário. Segundo informes da inteligência da corporação, a morte do policial militar valeria R$ 20 mil, preço formatado pela contribuição que o ameaçado dera na prisão do filho do traficante patrocinador da caçada local, ou seja, pela ousadia de ter cumprido seu dever.

A caçada precisa ser interrompida, sob pena de extermínio da espécie policial determinado e cumpridor de seu dever legal.

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COMENTÁRIOS
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  1. M. Junior

    A sociedade brasileira esta doente, vivemos uma total e explicita inversão de valores, onde homens e mulheres de bem se enclausuram em suas casas tentando a todo custo livrar-se da empreitada crescente e ousada da bandidagem. Criminosos agem de forma tão enérgica que até as instituições responsáveis pela manutenção da lei e da ordem estão sofrendo diuturnamente, testemunhando de forma atônita a desmoralização e até mesmo o extermínio de seus combatentes.
    E a realidade alagoana, nobre Delegado, é ainda mais vexatória, para não dizer imoral. É de conhecimento de todos que alguns Polícias do Estado de Alagoas estão sendo ameaçados pela facção criminosa que age dentro e fora dos presídios, pratica criminosa cada vez mais recorrente, e que os Agentes Penitenciários alagoanos estão habituados a sofrer.
    Em um Estado que a sociedade é respeitada, que a segurança pública é tratada como política de base, tal afronta a Agentes Públicos seria repelida de forma incisiva, contudo, no Estado das Alagoas, as autoridades ao invés de combater preferem propiciar regalias. Coincidência ou não, ao mesmo tempo em que os cidadãos alagoanos tomaram conhecimento pelos mais variados veículos de imprensa, que integrantes da inoxidável facção criminosa estavam orquestrando o assassinato de um Militar do 5º BPM, Agentes Penitenciários denunciavam o descaramento da gestão prisional em autorizar a entrada de geladeiras gigantescas para acondicionar as guloseimas e aperitivos dos bandidos.
    Enquanto Alagoano, sinto-me envergonhado, na qualidade de Agente Público, sinto-me frustrado, desamparado, desacreditado, no entanto, tenho certeza que a nossa sociedade um dia vai acordar, vai exigir respeito, exigir uma segurança pública de qualidade, em que os cidadãos de bem resgatem o seu direito de ir e vir e os criminosos possam pagar efetivamente, de forma disciplinada por seus crimes. Um dia nós teremos uma segurança pública…tipo BRASTEMP.

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  2. AYORYA

    De fato há uma inversão de valores, mas isso é proposital por políticos que hoje estão no poder e que ontem de alguma forma tiveram seus planos esquerditas interrompidos pelas nobres foraças armadas. Hoje tais políticos atuam com uma vingança contra a família, instituições, leis, ordem, de forma a cada vez mais agressiva no intuito de conseguir conquistar o seu projeto de poder. Tal situação só irá mudar quando surgir um grupo de políticos mais pragmáticos e voltados de fato ao coletivo, como ocorre em países mais desenvolvidos.

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