POLÍCIA ROBOTIZADA
   Flávio  Saraiva  │     6 de fevereiro de 2014   │     22:07  │  6

ROBOCOPApós os protestos contra a realização da Copa do Mundo, ocorridos em São Paulo no sábado 27/01, policiais militares feriram com dois tiros o estudante Fabrício Proteus, demandando seu encaminhamento a unidade hospitalar, onde permanecera por dois dias em tratamento. A ocorrência repercutira nacionalmente, provocando repetida discussão sobre o preparo de policiais militares para o enfrentamento de distúrbios em manifestações civis. No caso do estudante, as primeiras imagens de câmeras de segurança mostravam os policiais correndo atrás dele, depois foram apresentadas as que Fabrício corre atrás de um oficial.

Com o estudante, fora aprendida mochila contendo materiais considerados explosivos e dois estiletes. Amigos e advogado de Fabrício logo se apressaram em dizer que os explosivos não pertenciam a ele e os estiletes eram instrumentos de trabalho, já que os utilizava no emprego de estoquista, abrindo caixas. Na defesa de seu cliente, o causídico fora mais longe, argumentara que os estiletes eram de tamanho pequeno e, mesmo que os portasse, os policiais deveriam usar spray de pimenta e/ou correr atrás do estudante até cansá-lo e alcançá-lo, nunca atirar.

Fácil falar depois, difícil é entender um jovem, possivelmente portando um estilete, correndo atrás de um policial militar, que sugeria livrar-se da ameaça. Quanto aos estiletes instrumentos de trabalho, um defensor mais arrojado poderia argumentar que o jovem teria tarefas de casa, onde as caixas estariam esperando serem abertas e depois levadas para o local de trabalho.

Se o jovem profissional estoquista tem o direito de andar com ferramenta de trabalho e se essa prerrogativa for extensiva a outras classes, poderemos ver nas ruas, protestando, açougueiros com enormes facas amoladas, jardineiros com estrovengas, marceneiros com afiados formões, serventes com picaretas, médicos com bisturis, enfermeiros com enormes seringas, cabeleireiros com tesouras, borracheiros com grandiosas barras de ferro etc. Sendo bem preparados fisicamente, haja perna para policiais correrem deles ou coragem para persegui-los.

Não é demais lembrar que naquele mesmo dia e área da ocorrência com Fabrício, companheiros manifestantes quebraram vidraças de bancos, atearam fogo em colchão que, por pouco, não provocara a morte ou ferimentos graves em ocupantes de um fusca que passara por cima do objeto em chamas.

As investigações ainda não terminaram, mas já há culpados – policiais que não souberam enfrentar a ira de um jovem, possivelmente armado com estilete, que só queria botá-los para correr. Talvez por isso os manifestantes exijam o fim das polícias militares, ou todas elas, por não formarem homens à prova de fogo, explosivo, bala, corte de estilete, pau, pedra e muita humilhação, como o Robocop do cineasta brasileiro José Padilha.

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COMENTÁRIOS
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  1. André Carvalho

    O problema e que baderneiro, malandro, pilantra, maloqueiro, cabra safado, ladrão, vagabundo e tudo mais que não presta, mudou de nomenclatura, agora são chamados de “protestantes”. É uma piada.
    Com todo respeito aos que verdadeiramente saem as ruas com espírito de paz e desejo de dias melhores.

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  2. SAMPAIO

    INTELECTUAIS DE CARTEIRINHA, JORNALISTAS SENSACIONALISTAS, PRETENSOS REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL, EM GERAL FORMADORES DE OPINIÃO JULGAM PRECIPITADAMENTE AS CENAS QUE LHE SÃO ENCAMINHADAS E CONDENAM A AÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA NO CASO A POLICIA MILITAR, QUE SÃO OS ÚNICOS A COMPARECER NESSES LOCAIS DE CONFLITO, ONDE ESTÃO ACONTECENDO SUPOSTOS “PROTESTOS” COM A PARTICIPAÇÃO DOS BLACK BLOCS E A AGORA A TURMA DOS ROLEZINHOS, DISSIPAM A IDEIA DE QUE ESTES GRUPOS (ORCRIM) ESTÃO NAS RUAS PARA FINS SOCIAIS, PORTANDO APENAS INSTRUMENTOS DE TRABALHO, TAIS COMO ESTILETES, SACOLAS COM COQUETÉIS MOLOTOV, PORRETES E PEDRAS. VALENDO O REGISTRO QUE ESSES GRUPOS ESTÃO SE PROFISSIONALIZANDO A QUEBRAR FACHADAS DE LOJAS, BANCOS, MÁQUINAS DE SACAR DINHEIRO, A INCENDIAR VEÍCULOS DAS POLÍCIAS, MÍDIA, ÔNIBUS, CAMINHÕES, ETC…

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  3. Roberto Theodosio Brandão

    Até agora estes “protestos” são meros ensaios em relação ao que vem no futuro. Este ano teremos graves aconteci-
    mentos e se a(s) Polícias abrandarem estes vândalos, baderneiros e terroristas urbanos vão conseguir angariar multidões e a coisa estará completamente fora de controle. Numa situação destas com as cidades em pé de guerra de nada valem as policias bem preparadas pois enfrentaremos a guerrilha urbana que é a mais traiçoeira, a mais sangrenta e a mais covarde de todas guerrilhas conhecidas. A de selva por exemplo é menos letal que uma guerrilha nas cidades. Temos um agravante que é o povo que está revoltado com os desmandos oficiais e poderá apoiar as ações de guerra e ai é um nunca mais acabar. Em 2014 as autoridades vão ter muito trabalho e aborrecimentos. Todo cuidado é pouco e com as Polícias de pés e mãos amarrados ai não chegaremos a nada.

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  4. Luiz

    É mais uma amostra da conveniente omissão do governo petista que prefere ardilosamente promover o desmonte das policias,pois não custava nada o governo federal investir em equipamentos e caminhões com jato de água para ajudar o esfriar os ânimos do manifestantes mais adiantados porém já que tudo é um faz de conta é mais conveniente cobrar dos comandantes que expulsem e condenem sumariamente os policiais que se aventuram a trabalhar.
    Convém lembrar que se tratando de petismo,”nada é por acaso”.

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    1. Roberto Theodosio Brandão

      Sr.Luiz voce está com toda razão. Neste jogo do faz de conta teremos a quebra da paz reinante no País. Vai ser ruim para todo mundo. Infelismente as pessoas não acreditam no desastre economico eminente e o descrédito no comercio internacioal pois os investidores já estão se afastando do Brasil. Posso estar exagerando porém não chegaremos ao final do ano sem uma catástrofe política. Vai sobrar para todos infelismente.

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