CHEIRE SEU FILHO
   Flávio  Saraiva  │     24 de dezembro de 2013   │     10:53  │  7

CHEIRE SEU FILHOA explosão do consumo de drogas no mundo tem impressionado a todos, principalmente aos pais que constatam  cada vez mais cedo seus filhos consumindo álcool, cigarro, inalantes, maconha, anfetaminas, esteroides anabolizantes, cocaína e outros, quase sempre nessa sequência.

As motivações para a entrada dos jovens no submundo das drogas mais das vezes são localizadas no desajuste do ambiente familiar, onde os encontros entre pais e filhos abraçados se dão nos registros fotográficos das comemorações festivas, tudo movido a muito álcool.

Os filhos vão crescendo num ambiente em que beber e embriagar-se faz parte de um processo normal, testemunhando reuniões dos pais com familiares e amigos em que o horário de encerramento é determinado pela embriaguez absoluta do mesmo grupo que costuma ficar até o fim da festa. Não é tão incomum alguns pais mergulharem a chupeta dos filhos em copo de cerveja para que os pequeninos estreiem no alcoolismo.

Nas casas de veraneio os pais ocupam as mesas na beirada da piscina, enquanto os filhos imploram por alguns minutinhos para um mergulho ou algumas lições para as primeiras braçadas de natação. Mais uma constatação de que o importante é beber e embriagar-se.

Chega a fase dos shows musicais para onde os jovens filhos levam todo o  know how adquirido no ambiente familiar, mas como é de se esperar de uma nova geração, terá que superar os limites dos tempos dos pais, e então passam a usar outras formas de fazer  a cabeça – maconha e que tais. Impressiona a promiscuidade de meninos e meninas compartilhando o mês espaço para urinar, arriando as calcinhas e cuecas sem o menor pudor, que indicam a perda do senso crítico, comportamento próprio do alcoólatra e dependente químico.

Nas festas, o culto ao corpo é maximizado e os músculos são construídos na pressa característica da idade deles, muitas das vezes alicerçados no consumo de anabolizantes. Permanecer num show requer energia suplementar, encontrada nas anfetaminas e outros complexos vitamínicos de uso veterinário, principalmente o POTENAY, injetados nas veias. A associação de álcool com essas drogas modificam não só o comportamento dos filhos, mas principalmente o cheiro deles, as axilas produzem uma “inhaca” que desafia qualquer desodorante e marca as roupas para sempre. O cheiro das roupas usadas nas festas é forte indicativo do comportamento dos jovens.

Cheire seu filho.

P.S. Republico este texto como forma de despretensiosa colaboração aos pais no processo de educação de seus filhos.

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COMENTÁRIOS
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  1. Mauricio

    Prezado Flávio, são sábias as suas palavras, e o que constatamos é isso mesmo, pais afastados dos filhos que na maioria das vezes procuram atenção de outros ou de drogas. Infelizmente esse é o retrato da Juventude brasileira que deseja atenção mais não a tem, e busca-se o refúgio em outras “paradas”, as drogas. Um bom texto.
    Abraço
    Mauricio, Recife-PE

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  2. Luiz Carlos

    Infelizmente a verdade é que bebidas e drogas andam lado a lado , não tem como. O álcool, é sim uma “droga” que pode ter graves consequências se não for consumido com o mínimo de responsabilidade ,muitos pais homens de bem, não atentam para o bom exemplo e desde cedo criam seus filhos testemunhando e dando mal exemplo ao se embebedarem e mais tarde com o passar dos anos querem repreender os filhos quando esses embretam para caminho da maconha, cocaína e crack .Sem atentarem que hoje em dia está tão fácil andar com drogas, comprar, vender, que virou parte do cotidiano de alguns.
    Agradeço à DEUS, ter tido a oportunidade de ser filho de militar e nunca ter visto meu pai se embriagar e mais ainda por ter tido o suporte escolar das aulas de “Educação Moral e Cívica”(OSPB) e religião ,pois sempre ouvia meu avô dizer que: Cabeça vazia é a oficina do diabo. Não sou tão velho assim tenho 47 anos de idade más fico horrorizado em ver jovens de 12 aos 17 anos enraizados no mundo do crime e não temerem nada nem ninguém e nem muito menos almejarem um futuro .Certa feita tive a oportunidade de visitar uma Unidade de Internação e ver escrito em um alojamento ocupado por oito menores infratores e ver escrito na parede: DEUS DÁ MÃE CRIA E NÓIS MATA”
    Cheirar seu filho não na intenção simples e pura de encontrar o cheiro de alguma droga mas sim na intenção de acolhermos e darmos seguimento em nossa missão Divina de amar e criarmos nossos filhos para um mundo melhor.
    Abraço, Dr Flavio e um Natal repleto de paz e luz, à todos.

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  3. Roberto Theodosio Brandão

    Considero o problema das drogas uma questão de segurança nacional. Com o tempo os profissionais das diversas áreas vão envelhecendo,aposentando ou mesmo morrendo e quem irá substituir os mesmos se a juventude não tem motivação para se formar e somente pensa na droga. O país
    vai sendo minado aos poucos e o nosso substitutos não são aptos a assumir os postos de trabalho. O problema é de difícil solução a curto, médio e longo prazo pois tratamos com dependência química de efeito devastador.
    A solução mais viável e paliativa é a vigilância nos filhos, ver a mudança dos modos dos mesmos, desinteresse, e desaparecimento de coisas de valor. Que futuro vai ter uma nação como o Brasil? A segurança nacional está ameaçada por esta praga.

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  4. fred

    É com grande satisfação que li esse seu blog, e que em minha familia são três filhas e que quando crianças , eu e minha esposa fechamos um compromisso com a educação das três, e agora adultas uma formada em direito e fazendo cursinho no DAMASIO, a outra fazendo ENGENHARIA AMBIENTAL e que passou em um concurso publico a outra faz MEDICINA, e que nossa familia sempre caminhando junto no crescimento. Meu caro para finalizar isso sempre repito aos meus amigos e conhecidos; -DÊ UM ABRAÇO EM SEU FILHO, NÃO TENHA VERGONHA DE DÁ UM BEIJO NELE.

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