Milícia digital
   Flávio  Saraiva  │     12 de novembro de 2013   │     7:05  │  2

downloadAo comprar um notebook Dell, recebi no pacote a instalação de um antivírus, mecanismo de varredura e vulnerabilidades, ativado mediante pagamento de licença periódica. Aproximando-se do final do primeiro ano de uso da autorização, passei a receber avisos, insistentemente repetidos na tela do computador, informando das ameaças. Resisti a elas, mas a cada dia se tornavam mais intensas; o computador tornou-se lento, desligava quando queria, travava e as conexões de rede caíam, sempre acompanhadas dos avisos de riscos que a máquina corria e a consequente necessidade de renovação da proteção.

A estratégia de reforçar a necessidade de proteção fez lembrar as milícias, designação genérica das organizações militares ou paramilitares que podem ter objetivos públicos de defesa nacional ou de segurança interna, ou atuar na defesa de interesses particulares, com objetivos políticos e monetários. No Rio de Janeiro, o nome passou a denominar grupos de criminosos que cobravam pela prestação de serviços ilegais de segurança que, se não contratados e pagos, poderia determinar a morte do cliente desavisado.

Sentindo-me desprotegido e sem alternativa, vendo meu notebook agonizando, renovei a licença com a milícia digital, rogando por tempos de navegação em paz.

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COMENTÁRIOS
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  1. M Silva

    Kkkk, milícia digital, pelo que diz o texto, sofremos desta mal também no universo digital. Bem que poderia existir no âmbito político, reduziria nosso risco em escolher o que não presta.

    Reply

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